Ouvir
  • Noticiário das 13h
  • 13 mai, 2026
A+ / A-

Educação

Vinte em cada 100 alunos de famílias desfavorecidas chumbam

20 nov, 2024 - 12:20 • João Malheiro

De acordo com o estudo, todos os alunos de classes mais favorecidas transitaram de ano letivo, mas a percentagem diminui substancialmente nas classes mais desfavorecidas.

A+ / A-

Um estudo realizado pela Empresários Pela Inclusão Social (EPIS) indica que 20 em 100 alunos de famílias desfavorecidas chumbam de ano, durante os segundos e terceiros ciclos do ensino básico.

Em comunicado, a entidade refere que a análise teve em conta dez mil estudantes e revela a desigualdade do sucesso escolar, associando dificuldades económicas ao sucesso académico.

Os dados apontam também que alunos que tenham estado em programas de apoio escolar registaram melhorias significativas nos seus resultados.

De acordo com o estudo, todos os alunos de classes mais favorecidas transitaram de ano letivo, mas a percentagem diminui substancialmente nas classes mais desfavorecidas.

No segundo ciclo, os alunos de classe média-baixa apresentam uma taxa de transição de 96,4%. No terceiro ciclo, a mesma classe apresenta uma taxa de passagem de ano de 83,8%.

O estudo foi feito entre 2020 e 2023.

Ouvir
  • Noticiário das 13h
  • 13 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Anastácio Lopes
    20 nov, 2024 Lisboa 12:41
    Será por acaso que esta triste realidade se verifica? Quando a pobreza implica miséria, onde as famílias mal têm para sobreviverem com a dignidade humana a que têm direito, muito menos para pagarem a quem possa dar o apoio aos seus filhos nas áreas que aqueles têm mais dificuldades, o que é que se pode esperar? Conhecida este ponto fraco da sociedade, o que é que as Assistentes Sociais da Segurança Social, SCML ,etc, já fizeram, no âmbito das suas responsabilidades para não serem, como sempre o foram, responsáveis para com esta realidade alguém sabe? O que dizer de um Governo, que tendo conhecimento desta factualidade, nada assume para a mudar ou pelo menos minimizar? Enquanto tivermos políticos que nada assumem, como podem eles e elas resolverem os problemas do país e da sociedade? Exige-se mais e maiores apoios da SCML e da Segurança Social, para que as crianças dos agregados familiares com menores recursos possam ter o apoio escolar de que necessitam, para que não vejam o seu futuro estudantil comprometido, por falta desse mesmo apoio e assim se destrua toda uma geração por nada ter sido feito para debelar as pobreza e miséria reinantes há décadas, por imposição de todos e de cada um dos partidos políticos e dos seus filiados, que continuam a impor-nos aumentos anuais na base da percentagem, e nunca a dar maiores aumentos a quem menos ganha e menores a quem mais ganha, como é seu dever e obrigação para deixarem de brincar com as mesmas pobreza e miséria que implicam em muitos casos fome em Portugal.

Vídeos em destaque