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Vila Real

Tecnologia. Réplica de Santa Maria Maior impressa em 3D vai sair nas procissões de Alijó

05 dez, 2024 - 14:01 • Lusa

A réplica 3D vai apresentada à comunidade no domingo, durante a celebração da eucaristia na igreja matriz daquela vila do distrito de Vila Real. Elemento da comissão de festas justifica que "a imagem original, que pesa cerca de 80 quilos, não pode sair da igreja porque tem de ser preservada, já é muito antiga". Este "é o primeiro protótipo de uma imagem religiosa com estas dimensões".

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Uma réplica da imagem de Santa Maria Maior, padroeira da vila de Alijó, foi impressa com recurso a tecnologia três dimensões (3D) para substituir a santa original esculpida em madeira nas procissões, foi anunciado esta quinta-feira.

A iniciativa é da comissão de festas de Alijó (2022-2024), em conjunto com a paróquia, e a imagem 3D vai apresentada à comunidade no domingo, durante a celebração da eucaristia na igreja matriz daquela vila do distrito de Vila Real.

"Nós temos uma imagem original, que pesa cerca de 80 quilos, e não pode sair da igreja porque tem de ser preservada, já é muito antiga e quisemos fazer uma réplica igual em 3D para dar à população", afirmou à agência Lusa Luís Pereira, um dos elementos da comissão de festas.

Digitalizada e impressa com recurso a tecnologia 3D, a "nova santa" tem cerca de 1,60 metros e pesa 25 quilos e, segundo o responsável, "mantém todos os traços e detalhes da imagem original".

"Em 3D porque era uma solução mais rápida, a nível de valores não difere muito com a escultura, só que era mais rápida e não se estraga tanto. A madeira com o calor incha, rasga, e com o material da impressão pode apanhar altas e baixas temperaturas e não cede", explicou.

A impressão foi feita em petg - material leve e resistente a variações de temperatura - o que, de acordo com Luís Pereira, vai permitir preservar a imagem original e, ao mesmo tempo, manter a tradição de utilizar a Santa Maria Maior nas procissões.

A réplica impressa em 3D de Santa Maria Maior vai sair à rua a 15 de agosto, na procissão anual, inserida na festa da vila de Alijó.

Nos últimos anos, a imagem original, que data dos inícios do século XX, deixou de ser utilizada nas procissões devido à deterioração provocada pela fragilidade do material em condições de calor e humidade.

O responsável acredita que este "é o primeiro protótipo de uma imagem religiosa com estas dimensões" e referiu que a reação do padre local ao recurso às novas tecnologias para servir a religião "foi muito boa".

A criação da imagem demorou aproximadamente 10 semanas de trabalho ininterrupto de duas impressoras 3D.

A imagem foi digitalizada e impressa no FabLab Alijó - Laboratório de Fabricação Digital e Prototipagem e na empresa Raitec3D, e a pintura ficou a cargo da Carvalho - Conservação e Restauro.

Luís Pereira avançou que o investimento da comissão de festas rondou os 3.100 euros, entre material, trabalho e pintura.

Para chegar ao resultado final, foi utilizado um "scanner" 3D para a digitalização da santa original, com uma resolução de 0,1 milímetros, obtendo-se 5.146.024 vértices e 10.292.488 triângulos, que permitiram reconstruir a imagem de "forma realista e detalhada".

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