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Para travar discursos populistas, FEP defende participação política dos imigrantes

27 fev, 2025 - 08:30 • Fátima Casanova

Análise da Faculdade de Economia da Universidade do Porto revela que, apesar da constituírem quase 10% da população, os estrangeiros só representam 0,3% dos recenseados.

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Para combater os discursos populistas anti-imigração, os partidos têm de fazer mais para integrar os estrangeiros. O desafio é lançado pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), que na sua mais recente análise avisa que a baixa participação política dos imigrantes está a limitar a sua integração.

À Renascença, o diretor da FEP, Óscar Afonso, sublinha que há um desfasamento grande entre o número de imigrantes em Portugal e aqueles que estão recenseados.

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“Se olharmos para os dados oficiais, em 2023 os estrangeiros representavam quase 10% da população, mas eram apenas 0,3% os recenseados no final de 2024 e, portanto, este desfasamento torna-os irrelevantes eleitoralmente e por isso mais vulneráveis a discursos populistas”, considera Óscar Afonso.

Na sua opinião, “o envolvimento cívico dos imigrantes podia estimular políticas de integração mais eficazes”. Dá como exemplo a Dinamarca, a Bélgica e o Canadá, como sendo países que “demonstram que uma maior participação, acelera a integração económica e social destas pessoas”.

Residentes estrangeiros podiam eleger 23 deputados

O diretor da FEP acredita que os discursos populistas seriam travados se houvesse imigrantes envolvidos na política nacional.

Concretiza esta ideia ao sublinhar que os imigrantes “representam cerca de 10% da população, potencialmente, numas eleições legislativas poderiam eleger 23 deputados”, o que para Óscar Afonso “alteraria a dinâmica política”, porque, no seu entender, “os imigrantes não votariam em quem é contra eles e isso reduziria em termos relativos, os partidos que são anti-imigração”.

A análise do Gabinete de Estudos Económicos, Empresariais e de Políticas Públicas da FEP conclui, por isso, que a baixa participação política dos imigrantes em Portugal está a limitar a sua integração social e a favorecer os discursos populistas anti-imigração.

Comentários
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  • Jose Carlos Fonseca
    27 fev, 2025 Maia 10:57
    Discurso bacoco. Depois digam que não vaia haver substituição. Começam por formar um partido islâmico e Portugal acaba de ser dos portugueses
  • Querem lá saber
    27 fev, 2025 País irrelevante 09:34
    Eles só vieram para cá, uns para beneficiarem do Estado social que não existe nos Países deles, outros para obterem documentação que lhes permita irem para outros Países com salários e condições melhores. Querem lá saber deste País.

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