Ministro da Educação e representantes dos colégios reúnem-se para negociar vagas no pré-escolar
14 mar, 2025 - 08:05 • Fátima Casanova , Olímpia Mairos
Os novos contratos de associação foram aprovados, esta semana, em Conselho de Ministros para reforçar a oferta nos concelhos mais carenciados.
O ministro da Educação convocou para esta sexta-feira os representantes dos colégios, com o objetivo de negociar vagas gratuitas no pré-escolar.
A ideia é negociar os contornos dos contratos de associação, que o Estado vai estabelecer com o sector privado no sentido de garantir lugares no pré-escolar, no próximo ano letivo, em zonas onde a rede pública não consegue dar resposta.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
Em declarações à Renascença, o diretor executivo da Associalização de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) avisa que uma parceria só será possível se o Governo apresentar uma medida sólida, sublinhando que ainda está presente o corte de financiamento em 2016, pela mão do PS.
Rodrigo Queiroz e Melo, diz que, com garantias, o sector está disponível para abrir novas salas.
“Seguramente haverá possibilidade de abrir salas para fazer o concurso. Enfim, sendo o concurso: a) por valores razoáveis e b) com plurianualidade e estabilidade que permita às pessoas desejar avançar”, adianta.
O responsável acrescenta que “todos temos na memória uma péssima experiência, há uns anos, de contratos de associação. Por isso, para nós, tem de ser uma medida solida plurianual que crie previsibilidade, portanto, que permita o investimento, porque vai ser necessário investimento”.
Conselho de Ministros
Governo quer criar mais 5 mil vagas no pré-escolar
Medida aprovada em Conselho de Ministros tem um cu(...)
Já a presidente da Associação de Creches e Pequenos Estabelecimentos de Ensino Particular (ACPEEP) quer uma solução já para o ano letivo em curso.
Susana Batista diz que estão disponíveis quase seis mil vagas e apela ao Governo que dê uma resposta às famílias.
“É uma questão que está por resolver. É uma questão que está a afetar milhares de famílias neste momento, que poderiam ter imediatamente uma solução e que ainda não têm e nós não entendemos porquê. Portanto é uma questão que ainda pode ser resolvida se houver vontade política para o fazer”, assinala.
Nestas declarações à Renascença, Susana Batista lembra que “para este ano letivo ainda havia 5.800 vagas” e que “pelo menos metade das crianças que ficaram sem acesso ao pré-escolar, de acordo com os números avançados pelo Governo, teriam uma oportunidade de continuar o seu percurso educativo.”
Esta sexta-feira o ministro da Educação, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, e a secretária de Estado da Administração e Inovação Educativa, Maria Luísa Oliveira, reúnem-se com as associações que representam os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo, no âmbito do alargamento da rede da Educação Pré-Escolar.
- Noticiário das 11h
- 17 jun, 2026








