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Produtores estão descontentes com as indemnizações pelos incêndios de 2024

31 mar, 2025 - 08:13 • Paulo Leitão , Olímpia Mairos

Termina esta segunda-feira o prazo para as candidaturas aos apoios às populações afetadas pelos incêndios do ano passado. Na região Centro, os produtores dizem que os apoios são insuficientes para os danos que sofreram.

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Os incêndios de setembro de 2024 atingiram diversos concelhos da região norte do distrito de Coimbra e sul do distrito de Viseu. O concelho de Nelas, no distrito de Viseu, foi dos mais atingidos. Na aldeia de Vale de Madeiros, grande parte dos habitantes tem terrenos agrícolas e florestais que foram atingidos pelo fogo.

Os populares queixam-se que, desta vez, os apoios são mais fracos em relação, por exemplo, ao grande incêndio de 2017.

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“Os apoios são muito fracos. E para quem vendia azeite como eu, que me ardeu um monte - a mim e a muita gente -, não é questão do que a gente vende, se não há não vendemos, ou se não há não usamos, é os anos que demoram. E a tristeza que a gente vê é porque aconteceu, foi uma grande tristeza”, lamenta Esmeralda Guerra.

Muitos bens que foram destruídos acabaram por não ser contemplados com os apoios do Governo.

À Renascença, Esmeralda diz que “é de lamentar quando pessoas, como diz aqui a minha vizinha muito bem, ficou sem uma ponta de lenha. Não foi o meu caso, só foi nas matas, mas ela tinha a lenha toda já preparadinha. E quando disseram que não pagavam. E os pastos dos animais, a mesma coisa. Ou seja, houve muita coisa que se podia ter ido buscar mais um bocadinho, digo eu que sou leiga, sou analfabeta”.

Também Cindy Mendes, vizinha de Esmeralda, confirma que os apoios são curtos, embora admita que “o processo foi fácil”, apesar de “um bocadinho demorado”.

“Por exemplo, o pasto dos animais, ou a lenha já cortada, não tiveram apoios. Em relação ao meu caso, ardeu-me muita coisa, a nível do terreno, o olival todo, ardeu-me lenha já rachada para o inverno, tinha animais, ardeu-me parte de terreno, de pasto, para poder ter os animais a serem alimentados. Tudo isso assim não compensa e não há ajudas para esse tipo de coisas”, conta.

O presidente da Junta de Canas de Senhorim, onde se inclui a aldeia de Vale de Madeiros, Nuno Pereira, considera que os processos dos apoios foram céleres.

“As dificuldades foram-se ultrapassando com facilidade. As coisas acho que correram muito bem, as pessoas já estão ressarcidas dos seus valores. Não tenho a certeza se já estão todas, mas muita gente com quem eu vou falando já recebeu e as coisas acho que correram muito bem dentro do mal que os afetou, acho que correram muito bem”, destaca.

O ministro-adjunto e da Coesão Territorial já disse que a indemnização aos agricultores do Norte e Centro do país, deverá estar concluída em maio.

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  • E fazer seguros?
    31 mar, 2025 País 08:35
    E o seguro de colheitas e bens, não se faz? É ficar só à espera de apoios a fundo perdido que são pagos por todos nós? Não querem puxar pelas "coroas" para ter um seguro, nem limpam as matas, mas estão sempre de mão estendida para o subsidiozinho e a reclamar de ser tão pouco.

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