29 abr, 2025 - 15:18 • Redação com Lusa
O corte generalizado de energia na segunda-feira obrigou a adiar milhares de consultas, cirurgias e tratamentos que terão de ser reprogramados em vários hospitais. Esta terça-feira a atividade já regressou ao normal, segundo os administradores hospitalares.
O Hospital Santa Maria já desativou o plano de contingência e retomou todos os serviços assim que foi reposta a energia. O mesmo sucede com a Unidade Local de Saúde (ULS) São José, que anunciou esta terça-feira que todas as suas unidades estão a funcionar normalmente, após ter sido reposto o fornecimento de eletricidade na segunda-feira à noite.
Também as unidades locais de saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) e do Litoral Alentejano (ULSLA) retomaram a sua atividade integral, após cancelarem serviços não urgentes, na segunda-feira.
Contactada pela agência Lusa, fonte desta ULS, que integra o Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, disse que a energia elétrica regressou "na segunda-feira à noite, tendo sido hoje restabelecida toda a atividade programada [no hospital], como consultas, exames e cirurgias".
Quanto à Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), que na segunda-feira indicou à Lusa que o hospital de Évora tinha ativado "o plano de contingência para continuar a garantir a atividade", disse esta terça-feira que o abastecimento de eletricidade foi retomado com normalidade e "a atividade hospitalar está a funcionar como habitualmente".
Também a Unidade Local de Saúde Gaia/Espinho indicou que a situação está "totalmente regularizada". Cenário idêntico no hospital de Santo António, também no Porto, onde fonte desta instituição indicou à Lusa que "tudo está a funcionar normalmente".
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), Xavier Barreto, disse que não foi preciso desmarcar a atividade programada para esta terça-feira e que as unidades terão agora de recuperar o que foi perdido na segunda-feira.
"A partir do momento em que aconteceu a falha, todos os hospitais começaram a tentar perceber qual era a sua autonomia, qual a quantidade de combustível que tinham em "stock", e as situações não eram iguais. Tínhamos hospitais com "stocks" mais pequenos e, portanto, com menos capacidade de aguentar os geradores até mais tarde", explicou o responsável, acrescentando que a coordenação com as diversas autoridades para reabastecer "correu bem".
Disse ainda que o reabastecimento "foi sendo discutido com a Proteção Civil e com o Governo", que "assumiu desde logo a prioridade de abastecer os hospitais e abastecer de forma prioritária os que não tinham "stocks" de combustível ou tinham stocks mais "baixos"".
"Foi um processo muito tenso. Quando se percebe que os geradores têm um prazo expectável a partir do qual irão parar, não tendo a certeza de que vai ser reabastecido, é sempre um momento muito tenso", contou.
"Há coisas que estamos a recuperar e estamos a fazê-lo ao longo da manhã, mas nada de grave. A atividade está toda a ser feita", acrescentou.
O operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes garantiu esta terça-feira que o serviço está totalmente reposto e normalizado, depois do apagão de segunda-feira que afetou sobretudo a Península Ibérica.