Crime
“Crime hediondo”. Empresário português assassinado por segurança e motorista em Moçambique
06 mai, 2025 - 17:24 • João Pedro Quesado
Teoria de rapto criada pelo testemunho dos dois homens foi desmontada quando estes confessaram o crime.
José Pedro da Silva foi assassinado pelo segurança e motorista na passada sexta-feira, em Maputo, Moçambique. O empresário português, de 41 anos, administrador de uma empresa de material de construção, foi morto a tiro, no que inicialmente se pensava ser uma tentativa de rapto.
Segundo a polícia moçambicana, citada pelo Jornal de Notícias, os dois indivíduos confessaram “a prática e execução material deste crime hediondo”.
A teoria inicial, de rapto, surgiu devido aos testemunhos dos dois homens agora detidos, que terão dito à polícia que o carro onde José Pedro da Silva viajava para a sede da empresa tinha sido alvo de uma emboscada por dois carros, seguindo-se depois um tiroteio onde apenas o empresário tinha sido atingido.
“No interior da viatura não foram encontrados nenhuns estilhaços de vidro, facto que contraria a versão de que supostos meliantes quebraram o vidro da viatura na qual a vítima se transportava”, indicou em conferência de imprensa o porta-voz da Polícia da República de Moçambique, Leonel Muchina, acrescentando ainda que “o motorista confessou que o disparo foi efetuado pelo segurança no interior da viatura e não houve nenhuma perseguição e nem atirador de fora”.
José Pedro Silva era filho de Alberto Silva, antigo presidente do Sporting Clube de Braga, que emigrou para Moçambique na década de 1990, dedicando-se ao setor da construção.
O empresário era administrador da Sotubos, uma empresa de venda de tubos e outros materiais de construção civil, que é detida pelo pai.
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