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Greve sem serviços mínimos: CP recorre ao Tribunal da Relação

07 mai, 2025 - 19:41 • Fábio Monteiro

CP critica a ausência de serviços mínimos nas greves em curso e revela ter apresentado uma proposta salarial de 5,75 milhões de euros aos sindicatos.

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A CP – Comboios de Portugal anunciou esta quarta-feira que apresentou um recurso no Tribunal da Relação de Lisboa para contestar a ausência de serviços mínimos decretada pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social, no âmbito das greves em curso.

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Em comunicado, a empresa ferroviária diz que esta decisão "compromete gravemente o interesse público" e acarreta "penalizações desproporcionadas" para os cidadãos, afetando o acesso ao trabalho, à saúde e à educação.

A CP refere ainda que lamenta profundamente os transtornos causados pelas paralisações, reconhecendo os "graves impactos" nas deslocações diárias de centenas de milhar de passageiros.

Em paralelo, a empresa assegura ter desenvolvido todos os esforços para alcançar um acordo com as estruturas sindicais, tendo apresentado uma proposta de reestruturação salarial no valor de 5,75 milhões de euros, montante que diz ser o máximo permitido "dentro dos limites legais de um governo em gestão."

"Esta proposta não foi aceite pelos sindicatos," indica a CP, reforçando a sua disponibilidade para retomar o processo negocial assim que estejam reunidas as condições necessárias.

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  • Conchavos
    08 mai, 2025 E conluios 09:59
    Inacreditável a decisão do Tribunal arbitral de não decretar serviços minimos na greve da CP, quando foi tão lesto a decretar serviços minimos - que mais tarde foram todos considerados ilegais, tanto por Tribunais de 1ª instancia como pela Relação - aquando das greves de professores, serviços "mínimos" que eram "máximos" porque praticamente convocaram todos os docentes. Os elementos que compuseram este "Tribunal arbitral" devem ser investigados, pois esta decisão é mais que controversa: "cheira" a conluio.

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