Comboios da CP continuam parados esta sexta-feira por causa da greve
09 mai, 2025 - 08:55 • Olímpia Mairos , com Lusa
Paralisação sem serviços mínimos prolonga-se até dia 14. Segundo o Tribunal Arbitral não foram decretados serviços mínimos, porque a empresa alertou que uma circulação de 15% não garantia a segurança física dos passageiros.
Os comboios deverão voltar a ficar parados esta sexta-feira, devido às greves convocadas por vários sindicatos.
A CP lembra que “por motivo de greves convocadas, (...) preveem-se fortes perturbações na circulação, com especial impacto entre os dias 7 e 13 de maio”.
“Uma vez que não foram definidos serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico Social, a CP não garante a circulação de comboios sobretudo nos dias 7, 8 e 9 de maio”, lê-se no site da transportadora.
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Aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, a CP permitirá o reembolso, no valor total do bilhete adquirido, ou a sua troca gratuita para outro comboio da mesma categoria e na mesma classe.
Segundo dia de greve na CP volta a ter 100% de adesão
O protesto convocado por vários sindicatos prolong(...)
O Tribunal Arbitral explicou na quinta-feira que não decretou serviços mínimos nas greves na CP, porque a empresa alertou que uma circulação de 15% não garantia a segurança física dos passageiros.
O esclarecimento surgi após “diversas notícias e controvérsias que têm vindo a público a respeito das várias greves na CP”, disse o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social em comunicado.
O Tribunal destaca que não está em causa uma greve única a decorrer nos dias entre 7 e 14 de maio, mas sim “várias greves, convocadas por vários sindicatos, no exercício do direito à greve, previsto no art. 57.º da Constituição”.
Sublinha ainda que a não definição de serviços mínimos não contraria a jurisprudência e que não houve um entendimento entre a empresa e os sindicatos quanto aos serviços mínimos.
Segundo os sindicatos, a paralisação foi convocada contra a imposição de aumentos salariais “que não repõem o poder de compra”, pela “negociação coletiva de aumentos salariais dignos” e pela “implementação do acordo de reestruturação das tabelas salariais, nos termos em que foi negociado e acordado”.
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