Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 21 mai, 2026
A+ / A-

Polícia Judiciária

Falhas na fiscalização permitiram traficar canábis medicinal para mercados ilícitos

20 mai, 2025 - 13:58 • Lusa

O grupo adquiria empresas farmacêuticas, depois criava sociedades comerciais licenciadas para o comércio por grosso, importação e exportação de canábis medicinal, acabando, na realidade, por enviar vários milhares de quilos de canábis para mercados ilícitos.

A+ / A-

O grupo visado pela Polícia Judiciária (PJ) numa operação contra o tráfico usou "as falhas e vulnerabilidades do sistema de fiscalização e controlo de exportações de canábis medicinal em Portugal" para traficar toneladas de droga, indicou a força policial.

"A organização criminosa em causa, conhecendo as falhas e vulnerabilidades do sistema de fiscalização e controlo de exportações de canábis medicinal em Portugal, adquiria empresas farmacêuticas, depois criava sociedades comerciais licenciadas para o comércio por grosso, importação e exportação de canábis medicinal, acabando, na realidade, por enviar vários milhares de quilos de canábis para mercados ilícitos utilizando documentação e certificados falsos", refere, em comunicado, a PJ.

A droga ter-se-á destinado aos mercados europeu e africano e a atividade duraria há alguns meses.

Na operação desta terça-feira, foram detidos "vários suspeitos" de pertencer ao grupo criminoso e cumpridos "64 mandados de busca e apreensão de norte a sul do país" e na Madeira. "Foram, igualmente, cumpridos mais seis mandados de busca em Espanha, um na Bulgária e outro em Chipre", informa a PJ.

A investigação começou no início de 2022, no âmbito da cooperação com as autoridades espanholas, e tinha, numa primeira fase, culminado na apreensão de "um total de cerca de 1.200 quilos de anfetaminas (3-CMC e 3-MMC)".

O inquérito é titulado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal, tendo participado na operação "Erva Daninha" cerca de 300 inspetores, 48 peritos e 24 seguranças da PJ, seis magistrados do Ministério Público e três juízes. As investigações prosseguem.

Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 21 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque