PSP "mantém reforçado" policiamento de embaixada e "interesses" israelitas
22 mai, 2025 - 15:12 • Lusa
Assassínio de dois funcionários da embaixada de Israel nos EUA gerou questões sobre um eventual reforço de segurança em locais associados à comunidade judaica em Portugal.
A PSP esclareceu, esta quinta-feira, questionada sobre um eventual reforço de segurança após o assassínio de dois funcionários da embaixada de Israel nos Estados Unidos, que o policiamento dos "interesses israelitas" em Portugal se mantém reforçado desde outubro de 2023.
"A PSP, desde o início do conflito [em Gaza], mantém um policiamento reforçado junto das instalações e restantes interesses israelitas em território nacional, através da Divisão de Segurança a Instalações da PSP, com apoio da Unidade Especial de Polícia da PSP sempre que se justifique", disse à Lusa fonte oficial da força de segurança.
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Na prática, tal significa que as imediações da embaixada de Israel em Lisboa e outros locais associados à comunidade judaica têm sido, desde 7 de outubro, patrulhados por um maior número de polícias, com a participação pontual da unidade de elite da PSP.
A rua António Enes, onde fica localizada a representação diplomática israelita em Lisboa, tinha já sido cortada por razões de segurança antes do início da guerra entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza — um condicionamento que se mantém.
Dois funcionários da embaixada israelita mortos a tiro em Washington
De acordo com a emissora norte-americana NBC News,(...)
Dois funcionários da embaixada de Israel nos Estados Unidos foram baleados mortalmente na noite de quarta-feira à frente do Museu Judaico de Washington, informou a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, na rede social X. De acordo com as autoridades norte-americanas, foi detido um presumível atacante que apelava à libertação da Palestina.
Na sequência do ataque, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou, esta quinta-feira, o reforço das medidas de segurança nas missões diplomáticas israelitas no mundo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, já condenou o ataque, à semelhança da Alemanha, do Reino Unido e de França.
Na quarta-feira, de acordo com a agência noticiosa palestiniana, uma delegação de embaixadores foi alegadamente alvo de disparos do exército israelita em Jenin, na Cisjordânia ocupada. Pelo menos um diplomata português e outro brasileiro estavam entre os visados. Ninguém ficou ferido.
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