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Provas ModA. Cerca de um terço das escolas com aulas canceladas, diz Fenprof

23 mai, 2025 - 20:14 • Fátima Casanova

As provas ModA estão a cancelar aulas, mas o Ministério da Educação já disse, em resposta à Renascença, que as escolas vão ter de as compensar. Uma situação criticada pela Fenprof, que alerta para a sobrecarrega de trabalho dos professores.

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Cerca de um terço das escolas cancelou aulas durante esta semana para a realização das provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA), do 4.º e do 6.º ano de escolaridade, avança a Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

No balanço da primeira de três semanas de provas, feito à Renascença, o secretário-geral da Fenprof, José Feliciano, denuncia também falhas de rede e computadores avariados para a aplicação destas provas, que são feitas em formato digital.

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Este dirigente diz que “houve aulas suspensas em 32,5% dos estabelecimentos de ensino em que se realizaram provas ModA”.

São aulas que agora vão ter de ser compensadas pelas escolas, segundo disse o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em resposta à Renascença.

O MECI refere que, “caso o diretor decida interromper as atividades letivas, deve ser dado cumprimento ao ponto n.º 2 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, que refere que as atividades escolares correspondem a um mínimo de 180 dias efetivos”.

O MECI acrescenta que “havendo interrupção das atividades letivas aquando da realização das Provas ModA, terá de haver lugar à compensação do tempo desta interrupção”.

Uma situação criticada pelo dirigente da Fenprof, José Feliciano, que alerta que compensar as aulas significa sobrecarregar os professores para além do horário de trabalho.

“Um professor tem o horário, com componente letiva e não letiva, cumpre as suas 35 horas e mais todas aquelas que sabemos que cumpre, além disso ainda vai compensar as aulas, acrescentando a essas horas mais uma sobrecarga de trabalho?”, questiona José Feliciano.

Há alunos que fizeram provas em corredores

O cancelamento de aulas para possibilitar a realização das provas ModA não é o único problema identificado pela Fenprof.

Em declarações à Renascença, José Feliciano relata “problemas técnicos, códigos de acesso inválidos, computadores inoperacionais, falhas de rede e casos extremos de aplicação de provas em corredores, por inexistência de rede na sala de aula”.

O secretário-geral da Fenprof denuncia ainda que os alunos com necessidades específicas foram discriminados, e dá como exemplo "a falta de adaptação das provas para os alunos com dislexia, que não tiveram acesso a ferramentas essenciais, como o destaque de assuntos, sublinhados nas partes importantes do texto, anotações adaptadas”.

Já o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em resposta à Renascença, diz que “na generalidade, as provas ModA têm decorrido dentro da normalidade e com tranquilidade”.

Acrescenta ainda que “dos casos reportados aos serviços do MECI apenas foi dado conhecimento de falhas pontuais, que as escolas têm conseguido resolver para a realização da prova”.

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