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Movimento denuncia atrasos de quase um ano para consultas de desenvolvimento infantil

25 mai, 2025 - 23:36 • Marisa Gonçalves , Fábio Monteiro

Movimento Cidadão Diferente alerta para atrasos prolongados nas consultas de neurodesenvolvimento infantil no SNS. Casos mais graves registam-se no Algarve, com esperas superiores a 12 meses.

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O Movimento Cidadão Diferente denuncia, em declarações à Renascença, falhas graves no acompanhamento de crianças com perturbações do neurodesenvolvimento no Serviço Nacional de Saúde. A situação é particularmente crítica no Algarve, onde há crianças sinalizadas há quase um ano sem acesso à primeira consulta.

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Miguel Azevedo, representante do Movimento Cidadão Diferente, afirma que o caso denunciado no Hospital Amadora-Sintra não é isolado e aponta para dificuldades em várias unidades de saúde do país, com especial incidência no sul.

“Temos a questão do Algarve que é bastante mais grave. Temos crianças que até agora foram sinalizadas e ainda não tiveram direito à primeira consulta e já estão com lista de espera de quase um ano”, alertou o responsável à Renascença.

O movimento critica a inação do Governo, apontando para um agravamento das desigualdades no acesso aos cuidados de saúde entre famílias com diferentes capacidades financeiras.

“As famílias que têm posses estão a fugir para o serviço privado e aquelas que não têm condições ficam para trás e à mercê destes atrasos todos e da falta de resposta do SNS”, lamentou Miguel Azevedo, sublinhando que os atrasos se têm vindo a acumular ao longo do tempo.

A ausência de acompanhamento especializado nos primeiros anos de vida tem, segundo o movimento, impactos duradouros no desenvolvimento das crianças e custos acrescidos para o Estado no futuro.

“Estamos a falar de uma idade bastante precoce, onde a intervenção do pedopsiquiatra é fundamental. Não havendo esta intervenção, todo o processo se perde e atrasamos uma intervenção que, mais tarde, o próprio Estado irá pagar”, frisou.

O Movimento Cidadão Diferente exige respostas urgentes e eficazes por parte das autoridades de saúde para garantir que todas as crianças têm acesso ao acompanhamento adequado, independentemente da sua condição socioeconómica.

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