Porto
Apagão causou "prejuízo louco" e comerciantes dizem não estar preparados para novo incidente
28 mai, 2025 - 07:51 • Ana Fernandes Silva
Na Ribeira, no Porto, o setor da restauração continua sem mecanismos para enfrentar uma eventual nova falha de eletricidade.
Um mês depois do apagão, é seguro dizer que o dia 28 de abril não sairá da memória dos portugueses.
Marina Leite, proprietária de um restaurante no Cais da Ribeira, no Porto, confessa que "nunca viu semelhante" e recorda o dia atípico e o "prejuízo louco" que sentiu na caixa registadora.
Agora, com luzes ligadas e de portas abertas, pronta a receber a clientela, Marina conta que tinha acabado de receber uma "caixa grande de gelados" horas antes da falha geral de energia. "600 euros, foi toda", lamenta.
Nos vários espaços de restauração e comércio da típica Ribeira, ainda é difícil apurar de forma concreta, os prejuízos causados pela falha de energia.
A poucos passos do rio Douro, Alex Varela estima que só em faturação o restaurante perdeu nesse dia "por volta dos 12 mil euros". Ficam por apurar os estragos das arcas frigoríficas, onde tinham vários alimentos.
Ainda que em menor escala, houve quem tivesse passado praticamente impune às longas horas sem eletricidade, porque estavam preparados para obter energia através de outros meios.
Pedro Pereira, diretor de um hotel, conta que "felizmente" estavam "preparados com um gerador".
"Conseguimos alimentar todo o hotel e as suas valências, portanto, os prejuízos serão diminutos", explica.
Apesar de serem conhecidas as vantagens de um gerador em caso de falha de eletricidade, a verdade é que o apagão foi uma situação atípica e, a maioria dos comerciantes não espera que o incidente se repita.
Maria Costa, proprietária de uma mercearia, admite que se voltar a acontecer não tem mecanismos para dar resposta. " De repente, não estamos preparados, mas se voltar a acontecer, teremos que nos preparar", adverte.
Mas não é caso único, Marina Leite e Alex Varela, também admitem continuar sem soluções caso volte a acontecer um apagão.
"Está tudo igual, se voltar a acontecer vai ser tudo igual", desabafa Alex Varela.
- Noticiário das 23h
- 13 mai, 2026








