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presidente da ANEPC

Um mês depois do apagão: "Portugal precisa de uma rede segura para comunicações de emergência"

28 mai, 2025 - 08:30

O país ficou em sobressalto, devido ao apagão. O sistema de comunicações SIRESP voltou a falhar, tal como durante os grandes incêndios florestais. O que leva, um mês depois, ao alerta do presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil,

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O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura, diz que Portugal precisa de "uma rede segura de comunicações".

"De facto, o país precisa de uma rede segura para operações de emergência, no âmbito da proteção e socorro", diz José Manuel Moura à Renascença neste dia em que se assinala um mês do apagão ibércico que deixou o país parado

Apesar de considerar o sistema robusto, o presidente da ANEPC diz que tem um problema: está assente na rede elétrica. "Se esta falha, não havendo sustentação de um gerador, aquela antena naquele local não funciona e logo, não garante o ciclo da comunicação", detalha.

José Manuel Moura diz que aquilo q que valeu foram as duas redes de comunicação rádio redundantes. "Já no passado isso nos valeu", diz, referindo-se aos grandes incêndios florestais em que vários postes de comunicação foram destruídos pelas chamas, impedindo as comunicações.

"A ROB - Rede Operacional dos Bombeiros e a REPC - Rede Estratégica de Proteção Civil foram fundamentais", então e agora, "para ativar corpos de bombeiros para emergências médicas e situações de emergência", através destas redes analógicas dedicadas.

"Foram essas redes que permitiram manter comunicações e manter, no âmbito da proteção e socorro, que algumas ocorrências tenham funcionado minimamente bem", explica José Manuel Moura.

Na sua página na internet, a rede SIRESP indica que, em 2018, para tornar mais robusto o funcionamento do sistema e melhorar a sua resiliência em emergências, foi implementada a redundância de transmissão em ligações alternativas via satélite, assim como o reforço de autonomia energética com geradores distribuídos geograficamente e deslocados para as estações de base em caso de falha de energia.

Mesmo assim, o sistema falhou.

"Este evento é uma oportunidade para haver processos de melhoria continua"

Desde dia 28 de abril que, seja no âmbito do Comando Nacional, no âmbito do Centro Coordenador Operacional Nacional ou no âmbito da direção da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, está a ser feito um levantamento de todas as situações vividas durante o apagão.

O Planeamento Civil de Emergência tem reunido para identificar essas falhas e corrigi-las. Na saúde, por exemplo, uma das preocupações foi a existência de geradores e armazenamento de combustível para manter os hospitais a funcionar

"Todos os Hospitais estão a fazer o levantamento de necessidades, para saber quais os que têm uma autonomia maior ou menor, os que estão adequados e os que precisam de investimento. Há sítios onde por uma questão física, não é possível ter combustível de reserva", explica José Manuel Moura.

"O Planeamento Civil de Emergência serve para isso mesmo: para elencar os locais onde atribuir prioridade em caso de uma situação mais crítica".

"Não posso deixar de referir a circunstância de termos decidido, hora e meia depois do início do apagão, convocar o Centro Coordenador Operacional, em que na mesma mesa estavam representadas mais de 30 entidades, o que nos deu a garantia de conseguir resolver um conjunto de situações".

O papel da rádio

Outra das lições aprendidas prende-se com a ligação mais próxima que a ANEPC pretende ter com as rádios, que tiveram um papel fundamental na comunicação com as populações aquando do apagão. Em qualquer pequeno aparelho recetor era possível acompanhar as emissões especiais que várias rádios, sobretudo as de âmbito nacional, levaram a cabo no dia do apagão.

José Manuel Moura acredita que a Proteção Civil tem de ter uma ligação mais próxima com as estações de radiodifusão, "porque têm uma garantia de cobertura muito significativa e alguma resistência. Portanto, isso pode e tem de ser mais bem trabalhado, sobretudo quando queremos chegar á população"

Uma das críticas feitas durante e após o apagão foi não ter havido um elemento da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil a dar explicações, á população, sobre o que tinha acontecido, mas sobretudo sobre o que estava a ser feito para minorar os efeitos da falta de abastecimento de energia elétrica.

José Manuel Moura compreende a crítica, mas justifica-se: "A situação foi inédita, para todos constitui novidade. Porventura podia ter acontecido de outra maneira, mas aconteceu assim. E por isso, nós percebemos que isto são variáveis que podem ficar expostas à critica e as pessoas podem ter algo a dizer sobre isso."

Ainda assim, diz-se de consciência tranquila. "Sobretudo agora, nos 'debriefings' que estamos a fazer com as comissões, o feedback que estamos a ter com os nossos parceiros é muito positivo e estão muito agradados pela forma como nós reagimos, sem que estivéssemos à espera de nenhuma outra instituição que o fizesse."

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  • ze
    28 mai, 2025 aldeia 09:55
    Milhões gastos, vencimentos a peso de ouro para administradores ceos etc......e está num caos? tentem os pombos correios,é capaz de sair mais barato se não os comerem.......

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