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PJ faz buscas ao Estado-Maior da Força Aérea por suspeitas de corrupção

29 mai, 2025 - 10:15 • João Malheiro , Liliana Monteiro

PJ estima que erário público pode ter sido lesado em cerca de 100 milhões de euros. Já foram constituídos arguidos sigulares e coletivos.

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[Notícia atualizada às 16h41 de 29 de maio de 2025 para acrescentar mais detalhes e declarações]

A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar buscas ao Estado-Maior da Força Aérea e a empresas de helicópteros por suspeitas de corrupção.

Em comunicado, a PJ confirma a notícia inicialmente avançada pela CNN Portugal, apontando que está em causa uma alegada viciação das regras da contratação pública na adjudicação de meios aéreos a empresas privadas, no âmbito do combate a incêndios rurais.

Altos responsáveis de empresas e decisores do Estado podem estar a inferir em crimes de associação criminosa, corrupção burla e fraude fiscal. Há suspeitas de conluio entre diferentes empresas do mercado para boicotarem concursos públicos e inflacionar os valores exigidos por todos, "com a intenção de que o Estado português fique com carência de meios aéreos e, dessa forma, se sujeite aos subsequentes preços mais elevados destas sociedades comerciais".

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O erário público pode ter sido lesado em cerca de 100 milhões de euros, estima a PJ.

Cerca de 30 buscas realizam-se de norte a sul do país e visam obter documentação. Já foram constituídas arguidas "várias pessoas singulares e coletivas".

"Na operação participaram 140 inspetores e 45 especialistas de polícia científica da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística e da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática da PJ, além da participação de sete magistrados do Ministério Público, cinco elementos do Núcleo de Apoio Técnico da PGR e cinco elementos da Autoridade da Concorrência", indica, ainda, o comunicado.

Também a Autoridade da Concorrência confirmou a participação nas buscas da PJ por "suspeitas de cartel no fornecimento de meios aéreos de combate a incêndios".

Já a Procuradoria-Geral da República publicou, no entretanto, mais detalhes sobre o assunto, confirmando que se trata de uma investigação por crimes de "burla qualificada, fraude fiscal qualificada, tráfico de Influência, corrupção ativa e passiva, abuso de poder e associação criminosa".

"Em causa está a atuação de sociedades sediadas em Portugal que, desde o ano de 2022, se suspeita terem tido acesso a informação privilegiada junto de decisores públicos e de apresentarem propostas concertadas, com vista a obterem ganho patrimonial ilegítimo em concursos públicos, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2023-2026 e na gestão de meios de combate a incêndio, após adjudicações", é dito.

Foram realizadas doze buscas não domiciliárias e 16 buscas domiciliárias em Lisboa, Castelo Branco, Porto, Algarve e Alentejo. Sete pessoas singulares e cinco pessoas coletivas foram constituídas arguidas.

A Renascença sabe que a HeliPortugal e a Helibravo figuram entre os arguidos, como tinha sido adiantado pelo Correio da Manhã e Observador. A Renascença contactou estas empresas mas, até ao momento, não obteve resposta.

Noutro documento, a Força Aérea confirma a realização das buscas nas instalações do Estado-Maior em Alfragide e refere que está "a colaborar ativamente com o DCIAP, promovendo todo o apoio às necessárias diligências".

Contactada pela Renascença, a Proteção Civil dizia, inicialmente, "desconhecer" a realização das buscas e referia "que as questões contratuais relacionadas com os meios aéreos são da responsabilidade da Força Aérea Portuguesa, sendo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) apenas entidade utilizadora desses meios".

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  • Sara
    29 mai, 2025 Lisboa 10:09
    Qual Itália, qual Portugal, parece que Portugal está afundado de corrupção, se um simples contribuinte não pagar uma dívida mínima, pode mesmo ficar sem casa, os maiores os srs doutores em Portugal defendem se uns aos outros, gostaria de ver e seria muito interessante, ver personalidade que tiveram a oportunidade de ser instruídos, irem para um partido que de fato defendem os portugueses e querem acabar com a corrupção, tanta gente a comer a custa dos impostos e benefícios da união europeia, e por isso que querem tirar os portugueses de Portugal para os grandes senhores continuarem a defender a corrupção?
  • ze
    29 mai, 2025 aldeia 10:01
    PJ estima que erário público pode ter sido lesado em cerca de 100 milhões de euros. Já foram constituídos arguidos sigulares e coletivos. A corrupção instalou-se neste país, como é que pode haver mais uns miseros euros para reformas e pensões j´s de si tão baixas......e depois digam que não compreendem o CHEGA a crescer......
  • Limpeza
    29 mai, 2025 E prisão 09:51
    Limpem as Forças Armadas de corruptos que desviam as verbas de rearmamento para proveito próprio. Com o anunciado aumento dos Orçamentos militares, os corruptos vão aparecer de todo o lado a tentarem aproveitar-se o mais que podem. Combatam-nos sem tréguas e façam prisões.

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