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Novo Governo

Polícias pedem à nova ministra da Administração Interna que "não alinhe no arrastar dos problemas”

04 jun, 2025 - 19:46 • Fátima Casanova

Sindicato dos Profissionais de Polícia quer rapidez na resolução dos problemas e espera que o trabalho feito “não se perca”. Ao mesmo tempo avisa Maria Lúcia Amaral que é preciso revisitar o suplemento de risco negociado com Margarida Blasco.

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Os polícias avisam a nova ministra da Administração Interna que há muitos problemas por resolver na PSP. Maria Lúcia Amaral é um dos novos rostos do Governo apesentado esta quarta-feira ao Presidente da República e toma posse numa cerimónia marcada para esta quinta-feira, no Palácio de Belém.

À ex-provedora de Justiça, o presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP/PSP), pede a concretização de reformas, nomeadamente ao nível do “sistema de apoio à doença, progressão na carreira, ordenados base e suplementos remuneratórios que estão inalterados há muitos anos e que perderam todo o seu significado”.

Paulo Macedo, em declarações à Renascença, defende ainda que “o trabalho feito não se perca e seja dada uma continuidade às propostas” apresentadas pelo SPP/PSP para que “em pouco tempo se possam melhorar várias situações”, nomeadamente “melhorar as condições de trabalho para atrair os jovens”.

Este dirigente sublinha que “está do lado da ministra demonstrar que tem capacidade para resolver as situações e que não alinha, tal como outros ministros, no arrastar dos problemas”.

“Revisitar o subsídio de risco”, defende presidente do SPP/PSP

Este dirigente enumera outros problemas que aguardam soluções, entre eles “os 4.000 polícias que já deveriam estar pré-aposentados e continuam ao serviço, a discriminação da PSP relativamente a outras polícias, nomeadamente o direito à greve que a Polícia Judiciária e a Guarda Prisional têm”.

Paulo Macedo defende ainda que é preciso “revisitar o subsídio de risco”, que tanta polémica deu, e que foi negociado com a anterior ministra Margarida Blasco.

O presidente do SPP/PSP sublinha que “na PSP ao contrário do que acontece na Polícia Judiciária, o valor do suplemento é muito baixo e é diferenciado entre os diferentes polícias, ou seja, visa compensar o risco que os policias sofrem na sua atividade diária, o que quer dizer que deveria ser um único suplemento para todos os polícias da PSP”.

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