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Polícia Judiciária

Desaparecimento de Maddie. Buscas em Lagos terminam sem novas provas

05 jun, 2025 - 17:06 • João Mira Godinho , Diogo Camilo

Três dias depois, as buscas pedidas por autoridades alemãs terminaram sem desenvolvimentos. Entre as áreas das buscas estão algumas zonas de Lagos que não tinham sido abrangidas pela investigação portuguesa.

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Três dias depois estão terminadas as buscas pedidas por autoridades alemãs no concelho de Lagos, relacionadas com a investigação do desaparecimento de Madeleine McCann, em 2007.

Fonte da Polícia Judiciária à Renascença aponta que não foram encontradas novas pistas durante as diligências que tiveram início esta segunda-feira e que terminaram esta quinta-feira, depois de ter sido comunicado que iriam decorrer até sexta, 6 de junho.

As buscas surgem na sequência de uma Decisão Europeia de Investigação "emitida pelas autoridades alemãs e titulada pelo coordenador do Ministério Público junto da Comarca de Faro".

Entre as áreas das buscas estão algumas zonas de Lagos que não tinham sido abrangidas pela investigação portuguesa, revelou à Renascença o diretor nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, esta quinta-feira.

“São áreas relativamente novas, a extensão do trabalho é de grande envergadura e é como procurar uma agulha no palheiro para se encontrar caminho na investigação criminal”, explica, acrescentando que a operação não é mais do que uma cooperação entre dois países, um procedimento comum entre vários países.

O Ministério Público de Braunschweig conduz o processo em curso e pediu a execução de mandados de busca no concelho de Lagos, no âmbito de "um processo preliminar contra um cidadão alemão suspeito da prática de homicídio da cidadã britânica Madeleine Beth McCann", indicou a Polícia Judiciária na segunda-feira.

A 3 de maio de 2007, Madeleine McCann desapareceu do apartamento em que dormia com os irmãos gémeos, de dois anos, na Praia da Luz, enquanto os pais jantavam com amigos a poucos metros de distância, na estância balnear.

Em 2020, a polícia alemã declarou Christian Brückner como principal suspeito do sequestro e assassínio da criança, mas não se formalizaram acusações.

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