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Polícia Judiciária

Unidade de combate ao terrorismo localiza portugueses e estrangeiros a recrutar para extremismo

05 jun, 2025 - 14:52 • Liliana Monteiro

Diretor da Polícia Judiciária revela que têm sido detetados portugueses em redes de recrutamento extremista. Unidade contraterrorismo empenhada na vigilância de conteúdos na internet.

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A Polícia Judiciária está de olhos postos no recrutamento extremista e tem detetado vários casos portugueses, mas não só.

À Renascença, o diretor nacional desta polícia diz que este é um trabalho que está no terreno a ser feito por inspetores especializados na área informática, mas também em questões ligadas ao terrorismo, e não são apenas operações nacionais porque esta é uma matéria que atravessa a fronteira de muitos países.

“Ainda há pouco tempo estivemos envolvidos numa grande ação da Europol. A PJ tem responsabilidades acrescidas no online relativamente à deteção precoce de sites onde se difundem mensagens de teor extremista, é essa a nossa missão a de detetar e promover a remoção. Esse trabalho é feito por várias unidades”, acrescentou Luís Neves.

Luís Neves sublinha que a atuação incide também de forma especial sobre a unidade contra o terrorismo: “Temos vindo a sinalizar e a comunicar externamente casos portugueses e casos de estrangeiros, detetados por nós, no trabalho de pesquisas online”. E explica ainda que este tipo de recrutamento é dirigido cada vez mais aos jovens,« está mais violento, e há também cada vez mais casos que vão surgindo.

“Há cada vez maior grau de violência no digital, no escondido e na cobardia do on-line e é uma matéria de grande preocupação para a instituição”, conclui Luís Neves.

Em declarações à Renascença, o diretor nacional da PJ lembra que há legislação em vias de ser aprovada e que é importante. “Foi aprovada pelo Governo, o Presidente da República vetou a possibilidade de sermos nós a remover os sites que estão a radicalizar sobretudo jovens com mensagens extremistas, terroristas, do piorio que se possa imaginar. Agora deverá voltar ao parlamento e espero que fique resolvida”.

Declarações à margem da iniciativa da Renascença "Três por todos" contra a violência doméstica.

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