Ouvir
  • Noticiário das 23h
  • 11 jun, 2026
A+ / A-

10 de junho

PCP e BE associam-se a manifestação contra racismo e em memória de Alcindo Monteiro

10 jun, 2025 - 17:47 • Lusa

Alcindo Monteiro foi morto por um grupo de neonazis há 30 anos, com agressões na rua Garrett e no Largo do Carmo, onde terminou esta terça a manifestação, convocada pelos movimentos Frente Anti-Racista e Vida Junta.

A+ / A-

Dirigentes nacionais do PCP e do BE associaram-se esta terça-feira à manifestação contra o racismo que juntou meio milhar de pessoas em Lisboa, para evocar a memória de Alcindo Monteiro, o jovem morto por violência racial há 30 anos.

"Alcindo Monteiro era um jovem luso-cabo-verdiano de 27 anos que saiu de casa para se divertir e nunca mais voltou, foi vítima de um crime de ódio e racista por fundamentalistas violentos", afirmou Joana Mortágua, dirigente do BE.

A manifestação evocativa de Alcindo Monteiro, atacado fatalmente a 10 de junho de 1995, foi a maior de sempre, juntando mais de meio milhar de pessoas, um "sinal dos tempos", como referiu o dirigente comunista António Filipe.

"São mais as pessoas que tomam consciência da gravidade do discurso de ódio", afirmou o dirigente do PCP.

Tratou-se de um "crime de ódio e racista que deve ser assinalado particularmente num momento em que se acentua na sociedade portuguesa, como noutras sociedades, um discurso de ódio perigoso", afirmou, acrescentando: "o discurso de ódio mata, não queremos que voltem a haver em Portugal crimes de ódio como aquele que vitimou Alcindo Monteiro".

Por isso, o "PCP está presente nesta manifestação para afirmar os valores antirracistas, valores da tolerância, da convivência democrática de quem vive em Portugal, independentemente da sua proveniência", explicou António Filipe.

Alcindo Monteiro foi morto por um grupo de neonazis há 30 anos, com agressões na rua Garrett e no Largo do Carmo, onde terminou esta terça a manifestação, convocada pelos movimentos Frente Anti-Racista e Vida Junta.

Para Joana Mortágua, a adesão mostra que ainda há quem resista a um "grupo fundamentalista que vai crescendo em expressão, que está contra os direitos, contra a igualdade, contra os princípios bases da democracia e dos direitos humanos".

"De um lado está o extremismo e o fundamentalismo e do outro está a decência", resumiu.

"Hoje vemos esse fundamentalismo violento a crescer, ele já não é minoritário, é alimentado pelos discursos que legitimam o racismo e a xenofobia e o ódio pelo outro, o ódio pela diferença", explicou a dirigente bloquista.

Nesse sentido, "no dia de Portugal é bom celebrar que a nossa história também é uma história onde se inclui a luta contra o racismo, a luta de povos africanos pela sua libertação e a luta pela democracia. E nessa história faz parte também a celebração das vítimas do ódio racista e da violência racista como é o caso de há exatamente 30 anos", acrescentou ainda Joana Mortágua.

Ouvir
  • Noticiário das 23h
  • 11 jun, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque