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Operação Marquês

Sócrates vai a julgamento por crimes de branqueamento

11 jun, 2025 - 16:55 • Vasco Bertrand Franco , Ricardo Vieira

Antigo primeiro-ministro e empresário Carlos Santos Silva no banco dos réus. Três crimes de falsificação de documento caíram na fase de instrução.

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O antigo primeiro-ministro José Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva vão a julgamento por três crimes de branqueamento de capitais no âmbito do processo secundário da Operação Marquês, foi esta quarta-feira anunciado no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

Na fase de instrução do processo caíram três crimes de falsificação de documento, devido a prescrição.

Pedro Dellile, o advogado de José Sócrates, pediu a nulidade da fase de instrução.

Para a defesa do antigo primeiro-ministro, que não esteve presente nesta sessão, a instrução do processo “foi feita com base numa acusação da qual os arguidos nunca foram notificados” e, também por isso, deve ser considerada nula. “Esta decisão foi feita sob tutela do Conselho Superior da Magistratura e é por isso também inválida”, acrescentou.

A decisão conhecida esta quarta-feira é referente ao processo secundário da Operação Marquês.

A juíza de instrução defende que este processo seja anexado ao caso principal, o mega processo Marquês. Será a juíza-presidente desse caso que terá de decidir se será tudo julgado em simultâneo.

O julgamento do processo principal arranca a 3 de julho. Neste processo, José Sócrates é acusado de um total de 22 crimes: três de corrupção, 13 de branqueamento de capitais e seis crimes de fraude fiscal

[em atualização]

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