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Santos Populares

Autocarros da Carris gratuitos para combater efeitos do plenário "inconcebível" no metro

12 jun, 2025 - 12:40 • Liliana Monteiro , Jaime Dantas com Lusa

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, ataca o plenário que diz ser "motivado politicamente".

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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, considera "inaceitável" o plenário agendado pelos trabalhadores do metro para a noite de Santo António.

À Renascença, Carlos Moedas diz que tal é "inconcebível, primeiro por ter sido avisado no dia anterior, segundo porque nem sequer é uma greve, é um plenário para todos os trabalhadores da Metro, portanto não há serviços mínimos".

"Obviamente que isto é algo motivado politicamente, não pode ser de outra maneira", atira.

O autarca procurou ajuda junto dos restantes autarcas da área metropolitana de Lisboa para reforçar a oferta com os transportes metropolitanos. Endereçou o mesmo pedido ao governo, que "reforçou tudo aquilo que é o transporte da Comboios de Portugal (CP)".

Adicionalmente, será gratuito viajar nos autocarros da Carris entre as 18h00 desta quinta-feira até às 8h00 desta sexta-feira, estando também o Secretário Geral da AML a tentar encontrar mais motoristas para garantir as escalas durante a noite dos Santos Populares.

Apesar do apelo do Metropolitano de Lisboa para o reagendamento do plenário de hoje devido ao impacto no serviço em noite de Santos Populares, os trabalhadores vão manter a realização do plenário a partir das 20h00, disse à Lusa fonte sindical.

Em comunicado, a empresa destacou que a convocatória das organizações sindicais para o plenário apela "expressamente à participação de todos os trabalhadores, não considerando a necessidade de assegurar serviços de natureza urgente e essencial", devido às festas dos Santos Populares de Lisboa.

Contactada pela Lusa, Sara Gligó, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), disse que o plenário vai ser mantido e refutou declarações da empresa.

"Não é uma ideia inédita nem inusitada. Fazemos muitas vezes plenários à noite e, quanto ao facto de dizerem que nesta altura não existe matéria de negociação que leve a esta questão, lembro que há um conjunto de 14 questões que, a serem acatadas, teriam desbloqueado este plenário", disse.

A sindicalista lembrou que em dezembro o sindicato levantou uma greve ao trabalho suplementar e eventos especiais devido a um acordo que a empresa não cumpriu na totalidade.

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  • Comecem por ela
    12 jun, 2025 E depois pelos camaradas dela 20:38
    Mais uma empresa pública nas mãos do PCP e que é urgente privatizar e na totalidade. Quando começarem os despedimentos, as greves políticas serão coisa do passado ... Podem começar por esta Sara Gligó...

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