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Detenção de polícia neonazi. Diretor nacional da PSP diz "faça-se justiça"

17 jun, 2025 - 22:05 • Lusa

Agente foi detido no âmbito de uma operação da Judiciária contra o grupo de extrema-direita Movimento Armilar Lusitano.

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O diretor nacional da PSP disse esta terça-feira, em Leiria, que a lei é para ser cumprida, referindo-se ao agente detido pela Polícia Judiciária (PJ) e que alegadamente pertencia a um movimento violento de extrema-direita em Portugal.

"Cumpra-se a lei - "dura lex, sed lex" - a lei é dura, mas é para ser cumprida. Faça-se justiça. Temos o melhor relacionamento institucional com a Polícia Judiciária e com o Ministério Público. Há um processo em curso, como é natural todos são inocentes até prova em contrário e esperemos que seja feita justiça nesse caso", afirmou à Lusa Luís Miguel Carrilho, à margem do 151.º aniversário do Comando Distrital da PSP de Leiria.

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O diretor nacional adiantou que a Polícia de Segurança Pública é "composta por 20 mil pessoas", mas tem também "um grande controlo interno e externo".

"A PSP tudo continuará a fazer, em termos de parceria com as outras forças e serviços de segurança, com as autoridades judiciárias, para aumentar sempre a segurança da população", reforçou.

O comandante da Polícia Municipal de Lisboa abriu um processo disciplinar ao polícia da PSP hoje detido pela PJ e que alegadamente pertencia a um movimento violento de extrema-direita em Portugal, disse à Lusa fonte policial.

O polícia, um chefe da PSP que estava em comissão de serviço na Polícia Municipal de Lisboa, é um dos seis membros do denominado Movimento Armilar Lusitano (MAL) que foram detidos esta terça-feira pela Polícia Judiciária por suspeitas de atividades terroristas.

Segundo a PJ, os seis membros do MAL foram detidos por crimes e infrações relacionados com grupos e atividades terroristas, discriminação e incitamento ao ódio e à violência e posse de arma proibida.

Em comunicado, a Polícia Judiciária adianta ter desencadeado uma operação para cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão (domiciliárias e não domiciliárias), que culminou na detenção de seis pessoas em flagrante delito.

No âmbito da operação "Desarme 3D" foi apreendido material explosivo de vários tipos, várias armas de fogo, algumas das quais produzidas através de impressão 3D, várias impressoras 3D, várias dezenas de munições, várias armas brancas e material informático, entre outros elementos de prova.

Confrontado com as declarações do diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), que se mostrou preocupado com o aumento de casos relacionados com movimentos radicais e violentos de extrema-direita em Portugal, como o grupo armado que foi hoje desmantelado pelas autoridades, Luis Miguel Carrilho destacou que a PSP está "presente em todo o território nacional", tendo uma "grande responsabilidade, em termos de prevenção".

"Trabalhamos com a comunidade, ao nível da Escola Segura, do Idoso em Segurança, do Significativo Azul, do Comércio, e essa nossa interação com a comunidade é para que se possa viver em segurança, em liberdade, em que o direito de manifestação, o direito da liberdade de expressão seja sempre presente", considerou.

No entanto, destacou que "tudo aquilo que põe em risco a paz e a segurança da população preocupa a PSP, em termos de prevenção e na parte do sistema de segurança".

"Mas contribuímos também na parte da repressão ou na parte da investigação criminal, quando não é possível prevenir e, nesse aspeto, estamos juntos com todos os serviços e forças de segurança", frisou Luís Miguel Carrilho.

Para o diretor nacional, o objetivo das forças de segurança é que "haja liberdade, mas que haja também segurança".

"Liberdade e segurança são muito importantes. Portanto, devemos deixar que as instituições no Estado de Direito democrático façam o seu trabalho e os polícias da Polícia de Segurança Pública, tudo farão para contribuir para a liberdade e segurança da população", rematou.

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