Saúde
Diretora-Geral da Saúde desmente aumento de mortes por água contaminada e falta de higiene
25 jun, 2025 - 12:56 • Filipa Ribeiro
Os números mais recentes não traduzem um agravamento da situação, mas sim uma alteração na forma como os dados passaram a ser contabilizados desde 2018.
A Diretora-Geral da Saúde, Rita Sá Machado, desmente um aumento do número de mortes associadas a fontes de água contaminadas e à falta de higiene. Essas conclusões foram avançadas esta quarta-feira pelo Jornal de Notícias, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em declarações à Renascença, a responsável esclarece que os números apresentados decorrem de uma quebra de série estatística relacionada com uma alteração metodológica introduzida em 2018. Segundo Rita Sá Machado, essa mudança afeta a comparabilidade dos dados ao longo do tempo.
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dados do ine
Mais de 500 mortes por falta de higiente e fontes de água contaminada em 2023
Mais de metade - 57% - das mortes dizem respeito a(...)
"É importante referir que os dados apresentados correspondem a uma quebra de série decorrente de uma alteração metodológica. Se removermos o efeito dessa alteração, constatamos o oposto: há uma diminuição progressiva da mortalidade atribuída a fontes de água ou a condições de saneamento inseguras e à falta de higiene", afirmou Rita Sá Machado.
"Felizmente, o consumo de água em Portugal é um consumo seguro. Não temos registado aumentos de mortalidade associados a esta área", sublinhou.
Rita Sá Machado reforça ainda que a Direção-Geral da Saúde trabalha diariamente com o INE para garantir o rigor na interpretação dos dados, e volta a insistir: os números mais recentes não traduzem um agravamento da situação, mas sim uma alteração na forma como os dados passaram a ser contabilizados desde 2018.
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