Falta de professores vai acentuar-se e há regiões do país onde a situação vai ser ainda mais critica
25 jun, 2025 - 08:12 • Olímpia Mairos , Fátima Casanova
Um alerta do Balanço Anual da Educação, um relatório lançado pela primeira vez pelo Edulog. Isabel Leite considera positivas as medidas do atual Ministério da Educação, mas diz que não são suficientes e acredita que tem de haver novas medidas.
A falta de professores em Portugal vai agravar-se nos próximos anos, com impacto mais crítico em regiões como o Algarve e Lisboa. A conclusão é do Balanço Anual da Educação 2025, um relatório lançado pela primeira vez pelo Edulog, a que a Renascença teve acesso.
Isabel Leite, do conselho consultivo do Edulog, diz que o retrato feito pelo “think thank” para a Educação da Fundação Belmiro de Azevedo, mostra uma classe envelhecida.
“Nós temos uma classe docente altamente envelhecida, ou seja, são cerca de 60% dos professores que estão acima dos 50 anos de idade. Em 2018 eram 38%, portanto, a classe de docente vai envelhecendo, não tem sido renovada ao ritmo que é necessário. E isto estima-se que até 2030 vamos ter uma aposentação de cerca de 40% da nossa classe de docente”, aponta.
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Face a estes dados, Isabel Leite alerta que o país está “perante um cenário de ter muitos alunos sem professores de determinadas disciplinas e em determinadas regiões do país, nomeadamente Algarve, Lisboa, onde a situação é particularmente mais crítica”. Defende, por isso, que "é muito importante que a colocação de professores atenda às diferenças regionais".
A responsável diz, por outro lado, que as universidades têm de apostar mais na formação de novos professores e eventualmente alterar o modelo de formação.
São conclusões do Balanço Anual da Educação do Edulog, que incidiu entre os anos de 2019 e 2023.
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Isabel Leite considera ainda que são positivas, as medidas implementadas pelo ministro Fernando Alexandre para ter mais docentes nas escolas, mas não são suficientes e acredita que tem de haver novas medidas para o país não retroceder na formação das novas gerações.
“Toda a classe política já está bastante alerta para este problema, já foram implementadas várias medidas e certamente serão reforçadas nos próximos tempos para conseguirmos dar resposta e para conseguirmos garantir que não vamos perder a evolução que fizemos do ponto de vista de escolarização de toda a população, sobretudo ao nível do básico e do secundário, e que não temos aqui um retrocesso provocado por falta de professores, retrocesso do ponto de vista da qualidade e da capacidade de formar as próximas gerações”, assinala.
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