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Novo IRS beneficia classe média que estava a “desaparecer”, diz fiscalista

26 jun, 2025 - 09:18 • Liliana Monteiro

Tiago Caiado Guerreiro diz que as alterações significam que "os portugueses vão pagar menos imposto” e saem beneficiados os contribuintes que estão entre os 4.º e o 6.º escalões. "Não é uma descida super significativa, mas é um esforço", argumenta.

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O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro considera que as novas tabelas do IRS anunciadas na noite de quarta-feira pelo Governo reduzem impostos e representam um esforço importante para que a classe média comece a regressar à sociedade portuguesa.

“Significa que os portugueses vão pagar menos imposto”, diz Caiado Guerreiro à Renascença, sublinhando que se está a beneficiar de forma justa quem está entre os 4.º e o 6.º escalões.

"O que precisamos é reduzir impostos em Portugal, as novas gerações estão a ir para o estrangeiro. Não é uma descida super significativa, mas é um esforço" argumenta.

"A redução de 0,6% é aplicada aos escalões mais martirizados, quer quando houve intervenção do FMI quer, a seguir, pelo governo socialista que foi buscar dinheiro às famílias, à classe média que agora é mais beneficiada nesta proposta."

Para o fiscalista, este é "um caminho positivo porque o problema da competitividade portuguesa está em impostos a mais sobre as pessoas e deixar pouco rendimento disponível para o custo da vida diário".

Deveria o governo liderado por Luís Montenegro ter beneficiado mais os primeiros escalões, de quem tem menos capacidade económica?

"Acho que podia ter sido uma aposta, mas quem foi mais penalizada foi a classe média que está a desaparecer em Portugal. Não há economia que funcione sem formação mais elevada. Se queremos economia competitiva e ter capacidade de atração de pessoas, esse é um dos elementos mais importantes", afirma.

O governo anunciou uma proposta de redução do IRS com alívio fiscal estimado em 500 milhões de euros, uma medida que, segundo o primeiro-ministro, pretende beneficiar as famílias.

Para dar um exemplo para um trabalhador dependente com rendimentos brutos mensais de mil euros deverá haver uma poupança de 34 euros, já um trabalhador que recebe três mil euros brutos mensais deverá poupar 207 euros.

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