Procurador-Geral da República espera conclusão do caso Spinumviva até 15 de julho
26 jun, 2025 - 07:32 • Olímpia Mairos , Liliana Monteiro
Em entrevista à Rádio Observador, Amadeu Guerra anuncia que vai mudar a política de comunicação da PGR e deixar de anunciar a abertura de averiguações preventivas e de inquéritos criminais sempre que considere que existe o perigo de manipulação política ou de especulação jornalística.
O Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, espera que a averiguação preventiva ao caso Spinumviva esteja concluída até ao próximo dia 15 de julho, mas não deixa garantias.
Em entrevista à Radio Observador, Amadeu Guerra fala da “admiração por Luís Montenegro”, mas garante que o primeiro-ministro será tratado como os restantes cidadãos, sublinhando que a abertura da averiguação preventiva é a prova da sua independência.
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O PGR assegura que “se houver fundamento para abrir inquérito, nós abriremos inquérito, como é evidente, como acontece para todos os cidadãos”.
“As pessoas conhecem-me, sabem o tempo que estive no DCIAP, que processos mediáticos é que eu tive. Nunca fui pressionado por ninguém para não acusar, ou não andar com o processo, ou não denunciar. Para mim, as regras são iguais para todos os cidadãos”, garante Amadeu Guerra.
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Nesta entrevista, o Procurador-Geral da República fala ainda sobre o processo Influencer que levou à demissão de António Costa, num caso que investiga suspeitas de corrupção relativa a negócios relacionados com a prospeção de lítio. Amadeu Guerra adianta que até às férias judiciais de verão vai fazer um ponto de situação de todos os casos mediáticos e neste em concreto vai mudar a abordagem.
“Ainda não fixei o prazo, sei como é que está, vou agora, na ‘segunda round’, verificar isso. Estou a pensar que até às férias judiciais, num mês, vou conseguir fazer a abordagem de todos estes casos mediáticos, mas neste momento é uma abordagem diferente que eu quero. Enquanto da outra vez foi com os magistrados, desta vez quero os OPCs presentes, para me dizerem de viva-voz quais é que são as dificuldades concretas que têm. Se precisam de mais meios, se têm perícias a fazer e nós, eventualmente, se não há capacidade da Polícia Judiciária, podemos recorrer a perícias externas”, explica.
Amadeu Guerra revela também que vai mudar a política de comunicação da PGR e deixar de anunciar a abertura de averiguações preventivas e de inquéritos criminais sempre que considere que existe o perigo de manipulação política ou especulação jornalística.
“Não vamos comunicar. Vamos deixar de comunicar. Não queremos especulação. Queremos defender os cidadãos que são atacados. É óbvio que respeito a posição dos jornalistas, têm o seu trabalho e querem fazer a sua investigação. Vamos ver que resultados é que isto tem em termos de proteção dos cidadãos. O que queremos é isto: que não haja especulações na comunicação social relativamente a situações que nem sequer estão clarificadas, em que ainda estamos no início da investigação.”
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