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Telemóveis nas escolas. FNE pede “consequências para incumprimento das regras”

30 jun, 2025 - 22:27 • Fátima Casanova

A FNE pede ao Ministério da Educação para definir uma estratégia sobre o uso de tecnologias nas escolas, numa altura em que já é ponto assente que os alunos dos 1.º e 2.º ciclos não podem usar telemóvel.

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A Federação Nacional de Educação (FNE) avisa que as regras sobre a proibição de telemóveis têm de chegar rapidamente às escolas, porque já estão a preparar o próximo ano letivo.

Esta segunda-feira, o ministro da Educação garantiu que a interdição de telemóveis vai aplicar-se a alunos do 1.º e 2.º ciclos, que frequentem tanto escolas públicas como colégios.

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A medida estava inscrita no programa eleitoral da AD e o Governo pretende implementá-la já no próximo ano letivo.

À Renascença, o secretário-geral da FNE, Pedro Barreiros, pede regras “claras” e “consequências para o incumprimento dessas regras”.

Pedro Barreiros questiona: “o telemóvel é confiscado? É entregue aos encarregados de educação? E os encarregados de educação co-responsabilizam-se por isso, ou não?”.

O líder sindical considera que “há vários cenários que é preciso traçar, no sentido de clarificar quais são as regras”.

Para o secretário-geral da FNE, “importa ainda perceber qual é o pensamento do Ministério da Educação, no que diz respeito à utilização de novas tecnologias, e questiona: “é proibido um telemóvel, mas um tablet pode ser usado? É proibido um telemóvel, mas é possível um relógio onde tenho acesso ao que pretendo, promovendo a distração?”

Pedro Barreiros lembra “que o único equipamento com acesso à internet não é só o smartphone, há mais equipamentos”.

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