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Agricultura

Produtores do Douro pedem ao Governo "medidas estruturais" para resolver crise na região

02 jul, 2025 - 15:00 • Jaime Dantas

À Renascença, o presidente da Confederação Nacional de Agricultores lamenta que o Governo "tenha feito muito pouco" para acautelar dificuldades causadas pela fraca procura de uva.

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A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) alertou, esta quarta-feira, que o setor vitivinícola da região demarcada do Douro está em crise devido à baixa procura de uva da região.

A CNA promoveu uma manifestação no final da manhã para chamar a atenção para este problema, que está relacionado com "a utilização de materiais vindos de fora da região para produzir aguardente usada no fabrico do Vinho do Porto, e com o preço da uva, que se mantém inalterado há 25 anos, apesar do aumento significativo dos custos de produção", afirmou o presidente da confederação, Vítor Rodrigues, à Renascença.

A confederação defende, por isso, que o Governo adote medidas estruturais, entre as quais: a proibição da compra de uvas abaixo dos custos de produção; a possibilidade de a Casa do Douro gerir os seus próprios stocks; e que seja declarado prioritário o uso da produção regional no fabrico de aguardente.

Questionado pela Renascença sobre se a substituição das importações de aguardente pelo fabrico local poderá aumentar o preço final ao consumidor, o presidente da CNA afirmou que "é uma possibilidade, mas tratando-se de um objetivo essencial para a salvaguarda da região, o impacto seria negligenciável".

Em comunicado, o Ministério da Agricultura prometeu soluções estruturais para o setor — algo que é saudado pelo representante dos produtores. No entanto, Vítor Rodrigues lamenta que o Governo "tenha feito muito pouco" no passado para evitar a situação atual.

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