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Tribunal de Portalegre

Suspeito de violar jovem no hospital de Portalegre fica em prisão preventiva

02 jul, 2025 - 15:13 • Lusa

Homem de 56 anos foi conduzido para o Estabelecimento Prisional de Elvas, onde aguarda desenvolvimento do processo. Suspeito já foi condenado várias vezes por violação.

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O Tribunal de Portalegre decretou esta quarta-feira a prisão preventiva de um doente que estava internado no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do hospital local, suspeito de ter violado uma jovem, também utente, naquela unidade, revelou fonte policial.

A fonte da Polícia judiciária (PJ) indicou à agência Lusa que o suspeito, de 56 anos, detido pela PJ, foi presente na terça-feira e um dia depois a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Portalegre.

O tribunal decretou a medida de coação mais gravosa e o homem foi conduzido para o Estabelecimento Prisional de Elvas, onde vai aguardar o desenrolar do processo, segundo a mesma fonte.

A Polícia Judiciária revelou na terça-feira, em comunicado, que o homem foi detido, em Portalegre, através da Unidade Local de Investigação Criminal de Évora desta polícia, por existirem indícios da prática de um crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência agravado.

Segundo a PJ, a alegada violação ocorreu, no sábado, no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental daquele hospital, onde o suspeito se encontrava internado a fazer tratamento a várias patologias, tal como a vítima, uma jovem de 19 anos.

"Aproveitando-se do facto de a ofendida não possuir capacidade e discernimento necessários a uma livre decisão, nem para lhe oferecer qualquer resistência, acabou por violá-la no seu quarto, só tendo cessado a sua conduta quando foi interrompido por um dos enfermeiros", adiantou.

O suspeito já foi "várias vezes condenado pelo crime de violação", realçou a PJ,.

Entretanto, a administração do hospital de Portalegre anunciou, na terça-feira, que vai abrir um processo de inquérito interno na sequência das suspeitas de um caso de violação no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental, divulgado pela Polícia Judiciária.

Em declarações à Lusa, o porta-voz da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAA), Ilídio Pinto Cardoso, considerou os factos descritos pela PJ como "muito graves".

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