Sócrates avança com pedido de recusa da juíza do julgamento da Operação Marquês
03 jul, 2025 - 09:08 • Cristina Nascimento
À chegada ao tribunal, o antigo primeiro-ministro prestou declarações aos jornalistas assegurando durante anos lutou “para que não houvesse julgamento porque tenho direito a isso”.
O antigo primeiro-ministro José Sócrates avança com dois pedidos de recusa, um tendo por alvo uma das juízas do julgamento e outro o Procurador Geral da República. Sócrates contesta a juíza Susana Seca, que preside ao coletivo de julgamento.
"Pela primeira vez, vamos ter ou temos um processo judicial que tem uma tutela administrativa. Isso viola todas as regras do Direito Penal e, por isso, nós apresentámos um pedido de recusa da senhora juíza e pedimos que isso seja avaliado não apenas pelos tribunais portugueses, mas que seja feita uma consulta ao Tribunal de Justiça Europeu para se apurar da conformidade da atuação do Conselho Superior da Magistratura com as regras definidas nas diretivas europeias, de violar princípios básicos do estado de Direito", explicou Sócrates à chegada ao Campus da Justiça.
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Sócrates explicou ainda que também apresentou um pedido de recusa de intervenção de Amadeu Guerra no processo da Operação Marquês. Em causa as declarações de Amadeu Guerra que, em entrevista à Rádio Observador, disse que Sócrates deve ter oportunidade para provar a sua inocência.
"Declaração do Procurador Geral da República é violadora dos principios básicos do estado de direito", garante Sócrates que prestou declarações aos jornalistas durante cerca de 20 minutos.
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Nestas declarações aos jornalistas José Sócrates, que chegou sem a companhia do seu advogado, assegurou que durante anos lutou “para que não houvesse julgamento" porque tem "direito a isso”.
O ex-primeiro ministro José Sócrates voltou também a criticar o "lapso de escrita" no processo, que considerou ser um "estratagema", que o obriga a regressar a tribunal "quatro anos depois para responder às mesma questões". "O que fizeram foi um estratagema, uma manigância para me forçar a vir outra vez a tribunal", acusou José Sócrates.
Outros arguidos do caso chegaram ao Campus de Justiça, em Lisboa, sem prestar declarações à comunicação social, nomeadamente, Armando Vara e Carlos Santos Silva.
Depois de mais de uma década, começa esta quinta-feira o julgamento da Operação Marquês. Para já estão marcadas 53 sessões.
[notícia atualizada às 10h25]
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