Ouvir
  • Noticiário das 6h
  • 07 jun, 2026
A+ / A-

Polémica. Força Aérea diz que demorou 2 horas e 15 minutos a transferir doente para Coimbra

07 jul, 2025 - 17:23 • Ricardo Vieira

Helicóptero da Força Aérea partiu do Montijo e ainda esperou por doente em Castelo Branco.

A+ / A-

A Força Aérea nega lentidão na resposta ao caso de um homem que foi transferido no sábado do Hospital da Covilhã para Coimbra, com um traumatismo craniano grave após uma queda de trotinete.

O Ministério da Defesa refere, em comunicado, que o helicóptero um EH101 Merlin destacado do Montijo ainda esperou pelo doente no aeródromo de Castelo Branco. O aparelho não aterrou na Covilhã por ser demasiado grande.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

“Desde que o helicóptero descolou do Montijo até que entregou o doente em Coimbra decorreram 02:15 [horas] com tempo de espera do doente incluído”, indica o comunicado.

O helicóptero da Força Aérea descolou do Montijo às 22h05 e aterrou em Castelo Branco às 23h20.

De acordo com o Ministério da Defesa, o aparelho ainda “desligou motores pois esteve ainda à espera do doente”.

O ferido foi levado de ambulância da Covilhã para Castelo Branco. O helicóptero descolou de Castelo Branco às 23h40 e aterrou em Coimbra às 00h20, hora a que entregou o doente.

A Direção Executiva do SNS e o Ministério da Saúde remeteram para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) quaisquer esclarecimentos sobre o caso do paciente que esteve mais de cinco horas para ser transportado do Hospital de Covilhã para Coimbra.

Em declarações à Renascença, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, afirma que "a responsabilidade da transferência de um doente de um hospital para o outro é sempre do hospital de origem, ou seja, o hospital de origem deve garantir o transporte e o meio de transporte para o hospital de destino".

O dirigente sindical refere que "a maior parte das transferências hospitalares são garantidas pelos hospitais com equipas próprias com recurso a uma ambulância de transporte de doentes".

Rui Lázaro lança "a grande questão" acerca do caso de sábado: "Sabendo da demora da aeronave, como é que não foi tomada a decisão de realizar o transporte via terrestre?"

Ouvir
  • Noticiário das 6h
  • 07 jun, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque