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Sindicato questiona

"Sabendo da demora, como é que não foi tomada a decisão de realizar o transporte via terrestre?"

07 jul, 2025 - 11:08 • Ana Fernandes Silva

Presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, diz que o diretor-executivo do SNS "está um pouco equivocado" e que "a responsabilidade da transferência de um doente de um hospital para o outro é sempre do hospital de origem".

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"O diretor-executivo do SNS está um pouco equivocado." Esta é a resposta do presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, depois de Álvaro Almeida ter descartado responsabilidades no caso do doente que, no sábado, esperou mais de cinco horas pelo transporte de Covilhã para Coimbra.

Álvaro Almeida atribuiu a responsabilidades pelo transporte aéreo de doentes urgentes ao INEM, mas, em declarações à Renascença, Rui Lázaro explica que "a responsabilidade da transferência de um doente de um hospital para o outro é sempre do hospital de origem, ou seja, o hospital de origem deve garantir o transporte e o meio de transporte para o hospital de destino". Já esta segunda-feira, o Governo alinhou com o discurso de Álvaro Almeida: é o INEM que tem de prestar esclarecimentos sobre o caso.

O dirigente sindical refere que "a maior parte das transferências hospitalares são garantidas pelos hospitais com equipas próprias com recurso a uma ambulância de transporte de doentes".

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Rui Lázaro lança "a grande questão" acerca do caso de sábado: "Sabendo da demora da aeronave, como é que não foi tomada a decisão de realizar o transporte via terrestre?"

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar considera que "o diretor-executivo, enquanto responsável coordenador das unidades de saúde, deve prestar o esclarecimento porque é que o hospital não tomou essa decisão em prejuízo do doente que teve de aguardar bastante mais tempo para ser transferido e para chegar a um hospital de fim de linha".

SNS remete para INEM responsabilidade na demora

A reação do sindicato surge depois de o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde ter, no domingo, remetido para o INEM a responsabilidade no transporte de um doente que, depois da decisão de transferência do Hospital da Covilhã, demorou mais de cinco horas até chegar a Coimbra.

"Esta é uma questão que devem colocar ao INEM" (Instituto Nacional de Emergência Médica), afirmou Álvaro Almeida em entrevista à CNN, quando questionado sobre o paciente que, no sábado, foi transferido do Hospital da Covilhã para os Hospitais da Universidade de Coimbra.

O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) salientou que, à semelhança do que acontece noutros países, existem diferentes níveis de atendimento hospitalar e que, em situações mais complicadas, pode haver a necessidade de transferir os doentes para hospitais mais especializados.

Defendendo que "qualquer transferência deve ser feita no mais curto espaço possível", o diretor executivo do SNS negou qualquer responsabilidade neste caso, sublinhando que "a transferência hospitalar não é da competência da direção executiva".

O Ministério da Saúde mantém a mesma linha de raciocínio e remete para o INEM quaisquer informações adicionais. "Estes esclarecimentos têm sido prestados pelo INEM", afirmou o gabinete de comunicação da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que no final do ano passado anunciou que chamava a si a dependência direta do INEM, na sequência das polémicas provocadas pela greve dos trabalhadores.

A resposta, enviada à Lusa pelo gabinete da ministra, deixa por esclarecer o que falhou para que o doente fosse transportado por um helicóptero da Força Aérea.

Doente esperou mais de cinco horas para ser transferido

O caso remonta a sábado quando um homem de 49 anos demorou mais de cinco horas a ser transferido do Hospital da Covilhã para Coimbra, depois de sofrer um traumatismo craniano grave num acidente de trotinete.

Segundo a SIC Notícias, o acidente aconteceu ao final da tarde de sábado e os bombeiros chegaram ao local, na vila de Paul, poucos minutos depois, e transportaram-no para o Hospital da Covilhã. Devido aos ferimentos, e necessitando de um serviço de neurocirurgia, foi pedida a transferência para o Hospital de Coimbra, com os contactos a iniciarem-se por volta das 20 horas.

A transferência só podia ser feita pelo único helicóptero em serviço em todo o país. O helicóptero da Força Aérea, um EH101 Merlin, partiu da base militar do Montijo, mas não pôde aterrar na Covilhã por ser demasiado grande. A opção mais próxima foi o aeródromo de Castelo Branco, sendo acionada uma ambulância de emergência com uma equipa médica do hospital que fez o transporte da vítima.

Entre a transferência da Covilhã até à entrada nas urgências em Coimbra passaram cerca de cinco horas e, pelo meio, o doente conheceu seis equipas médicas diferentes.

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  • Manuel Estrela
    07 jul, 2025 Coimbra 14:34
    Complexo de novo rico.
  • António dos Santos
    07 jul, 2025 Coimbra 13:28
    No comentário anterior esqueci-me de falar da força aérea, que assumiu responsabilidades que não consegue cumprir!!! Isto revela a falta de qualidade dos oficiais generais e superiores!!!
  • António dos Santos
    07 jul, 2025 Coimbra 13:25
    Esta situação revela em primeiro lugar, a incompetência e irresponsabilidade da ministra da saúde, diretor do SNS e das administrações dos hospitais. Se estes cargos fossem ocupados com pessoas integras e responsáveis em vez de pessoas afetas aos partidos tudo estaria bem melhor. A SAÚDE ESTA EM TOTAL RODA LIVRE E NUN LAMAÇAL, BEM COMO, ESTÁ A PREJUDICAR OS DOENTES, CAUSANDO MESMO, VÍTIMAS MORTAIS, QUE NÃO CHEGAM A PÚBLICO. ESTE ANO ESTAMOS MUITO PIOR QUE EM 2024!!!

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