Cirurgias adicionais
Diretor clínico do Hospital de Santa Maria foi demitido
09 jul, 2025 - 18:45 • Ricardo Vieira
A demissão de Rui Tato Marinho acontece na sequência de auditorias às cirurgias adicionais no maior hospital do país.
Rui Tato Marinho, o diretor clínico do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, foi demitido, avançou esta quarta-feira a SIC Notícias e confirmou a ministra da Saúde.
A demissão de Rui Tato Marinho acontece na sequência de auditorias às cirurgias adicionais no maior hospital do país.
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Ana Isabel Gouveia Lopes, do departamento de pediatria do Hospital de Santa Maria, foi convidada para o lugar de diretora clínica.
As auditorias internas do Hospital de Santa Maria confirmam graves irregularidades no serviço de Dermatologia, avançou no sábado a CNN Portugal.
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"Não pode ser sacudida a água do capote do Ministério da Saúde"
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) entende que ainda estão por apurar as verdadeiras responsabilidades no âmbito da investigação às cirurgias adicionais de dermatologia no Hospital de Santa Maria e que já levou à demissão do diretor clínico Rui Tato Marinho.
Joana Bordalo e Sá diz que a atual ministra da Saúde também tem contas a prestar, porque foi durante o seu mandato como presidente do conselho de administração do hospital que decorreram tais irregularidades.
"A pergunta que todos devíamos estar a fazer é porque é que não são apuradas também as responsabilidades de quem tinha essa responsabilidade máxima na gestão. Isto tudo é sintomático”, afirma a dirigente da FNAM, em declarações à Renascença.
Joana Bordalo e Sá fala num “problema maior que existe no Serviço Nacional de Saúde”, porque, “quando há problemas, sacrifica-se quem está no terreno e acaba por se proteger quem tem peso político”.
“O que a FNAM exige nestas situações é que a responsabilidade comece por cima. Não pode ser sacudida a água do capote do Ministério da Saúde liderado por Ana Paula Martins, que na altura era a presidente do conselho de administração durante os anos em que terão acontecido essas irregularidades. As administrações são responsáveis por supervisionar, auditar, corrigir falhas nos serviços e isso não foi feito. Tem de haver transparência", defende.
Na investigação, foi apurado que, entre 2021 e 2024, o médico Miguel Alpalhão terá faturado quase 700 mil euros aos sábados, incluindo 400 mil em apenas 10 dias.
O Ministério Público abriu uma investigação ao caso.
O caso chegou esta semana ao Parlamento pela mão da Iniciativa Liberal, que requereu a audição de vários envolvidos no caso.
A Unidade Local de Saúde Santa Maria gastou 40 milhões de euros em cirurgias adicionais desde 2022, disse aos deputados o inspetor-geral da saúde, Carlos Carapeto.
O médico dermatologista Miguel Alpalhão recusou prestar esclarecimentos no Parlamento.
[notícia atualizada às 23h06 - com declarações da FNAM]
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