Vila Nova de Gaia
"Levam o preço que querem". Banhistas elogiam limites ao custo de bens essenciais nas praias
09 jul, 2025 - 14:46 • Jaime Dantas
Os limites impostos pelo governo a produtos como o café ou sandes "não fazem sentido" para os concessionários, uma vez que o preço mais alto reflete os "custos associados com nadadores-salvadores e com licenças".
Quem visitava na manhã desta quarta-feira a praia da Madalena, em Vila Nova de Gaia, era unânime: os preços praticados pelos cafés e bares nas praias são "demasiado altos".
Maria João conta à Renascença que é preciso "pensar duas vezes" antes de comprar algo para comer no areal. "Levam o preço que querem", lamenta a banhista.
"Às vezes, uma garrafa de água pequena, por exemplo, custa três euros. Basta ir ao café do outro lado da rua e fica muito mais barato", diz.
É por isso que esta mulher vê com satisfação a nova medida anunciada esta quarta-feira pelo Governo, para limitar o preço de "bens essenciais" nas praias, tais como sandes, águas e café. Também as barracas verão o seu preço limitado pelo Executivo.
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Água, café, sandes, toldos e barracas nas praias. Governo vai impor limites de preços
De acordo com fonte do Ministério do Ambiente cont(...)
Maria de Fátima, que fazia o seu passeio pelos passadiços da praia da Madalena, também elogia a medida, apesar de não ser cliente assídua dos estabelecimentos daquela praia.
"Acho bem que as coisas sejam de algum modo controladas, de forma a que as pessoas possam ganhar a sua vida e que realmente não haja muita exploração dos preços", comenta.
Já Manuel Silva, que passava a manhã com os seus netos, conta que "traz comida de casa porque o ordenado é baixo", mas compreende que, "tal como a formiga", os empresários queiram juntar dinheiro durante o verão, para fazer face à falta de clientes durante o inverno.
A Renascença também falou com Tiago Ferreira, um dos concessionários daquela praia. O empresário, de 36 anos, lamenta a medida, uma vez que "nos últimos anos apenas fez um aumento de acordo com a inflação".
"Se começarem a aumentar-nos os impostos constantemente, os preços de custo a aumentar constantemente, e nos impuserem um limite para o preço de venda, é uma medida que não faz sentido", defende.
Ainda assim, admite que, quando se trata de "bens essenciais, o preço terá de estar dentro da medida do equilíbrio".
"Reconheço que, nas praias, façamos uns preços um bocadinho mais altos relativamente a um café da cidade, porque nós, nas praias, temos custos associados com nadadores-salvadores, com concessões abertas, com licenças, que obrigam a aumentos", remata.
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