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Estudo da Sedes

Criminalidade desce, mas há mais crimes nas primeiras páginas dos jornais

14 jul, 2025 - 09:23 • João Pedro Quesado

Estudo da SEDES aponta discrepância entre a realidade e as capas de cinco jornais nacionais nos últimos 25 anos.

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O destaque dos crimes nas notícias aumentou nos últimos 25 anos, em sentido contrário da criminalidade, que reduziu ligeiramente. É a conclusão de um estudo do Observatório de Segurança e Defesa da SEDES, avançado esta segunda-feira pelo Diário de Notícias.

Uma análise às primeiras páginas dos jornais Diário de Notícias, Correio da Manhã, Público, Expresso e Sol entre 2000 e 2024 mostra que a menção a crimes nas primeiras páginas aumentou 130%. Ao mesmo tempo, o número de crimes desceu 1,3%.

Outro dado apontado é uma maior permanência dos casos nas notícias, até mais de quatro dias. O coordenador do Observatório de Segurança e Defesa da SEDES, general Vieira Borges, aponta que “há partidos que usam os crimes como instrumento político”, o que força os jornais a “voltar a dar a notícia”.

O estudo aponta ainda que o contacto direto com crimes, a forma como são noticiados, a resposta das autoridades e do sistema judicial são fatores que contribuem para a perceção de insegurança na sociedade.

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