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​Ordem dos Médicos denuncia falhas na resposta às grávidas no Hospital de Aveiro

14 jul, 2025 - 20:10 • Anabela Góis

Nos meses de julho e agosto há vários dias em que o serviço de urgência de ginecologia e obstetrícia vai estar encerrado por falta de médicos. As grávidas da região têm de ir para Coimbra, a 60 quilómetros de distância.

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A Ordem dos Médicos denuncia falhas na resposta às grávidas no Hospital de Aveiro.

Nos meses de julho e agosto há vários dias em que o serviço de urgência de ginecologia e obstetrícia vai estar encerrado por falta de médicos.

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Manuel Teixeira Veríssimo, presidente da Secção do Centro da Ordem dos Médicos, diz à Renascença que “no ano passado já tinha havido algumas dificuldades, que agora se agudizaram com a chegada do período de férias e com o facto dos médicos já terem ultrapassado o número legal de horas extraordinárias”.

Uma delegação da Ordem dos Médicos visitou esta segunda-feira o Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Aveiro e identificou fragilidades preocupantes na resposta dos cuidados às mulheres que exigem uma intervenção concreta e urgente por parte de todas as entidades competentes, em particular da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, que tem a responsabilidade de assegurar a resposta a nível nacional e local.

Em declarações à Renascença, Manuel Teixeira Veríssimo diz que há uma insuficiência crítica de médicos especialistas e que, no imediato, a solução tem de passar pela contratação dos chamados tarefeiros, mas no futuro vai ser necessário “abrir mais vagas e atrair médicos que se fixem no Serviço de Ginecologia Obstetrícia de Aveiro”.

A Ordem dos Médicos “tentou sensibilizar o conselho de administração daquela unidade para que contrate médicos prestadores de serviços que complementem as equipas neste período, para que não haja encerramento da urgência da obstetrícia”, explica Manuel Teixeira Veríssimo.

Com a urgência de obstetrícia fechada em Aveiro, as grávidas da região têm de ir para Coimbra, a 60 quilómetros de distância.

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