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“Menos Ecrãs, Mais Vida” pede aos diretores de escolas que proíbam os telemóveis até ao 9.º ano

18 jul, 2025 - 06:00 • Fátima Casanova , Olímpia Mairos

O movimento considera que a proibição apenas até ao 6.º ano, decretada pelo Ministério da Educação, não é eficaz e que a medida deve abranger um período mais longo da escolaridade obrigatória.

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O Movimento “Menos Ecrãs, Mais Vida” pede às direções escolares que alarguem a proibição dos telemóveis até ao 9.º ano. Um apelo que seguiu em carta enviada a cada um dos diretores dos estabelecimentos escolares.

Na missiva, o movimento considera que a proibição apenas até ao 6.º ano, decretada pelo Ministério da Educação, não é eficaz e que a medida deve abranger um período mais longo da escolaridade obrigatória.

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Em declarações à Renascença, Catarina Prado e Castro relembra que as direções escolares “continuam a ter autonomia total para decidir a proibição do uso de smartphones para além do 2.º ciclo” e apela aos diretores escolares que “considerem a colocação em prática da proibição do 2.º e 3.º ciclos conjuntamente”.

Na visão de Catarina Prado e Castro, se a medida “não for estendida até ao 9.º ano, vai ser muito difícil estabelecer regras e os próprios profissionais de educação conseguirem distinguir quem é que pode, quem é que não pode e vai haver um clima de instabilidade muito grande entre os recursos humanos da escola, entre os próprios alunos e entre os pais também”.

“Portanto seria muito mais fácil estabelecer regras claras, com todos, se houvesse já uma proibição até ao 9.º ano”, vinca.

Ao mesmo tempo a porta-voz do movimento “Menos Ecrãs, Mais Vida” pede rapidez ao Ministério da Educação na divulgação das regras para o próximo ano letivo, relativas à proibição do uso de telemóveis e defende sanções para os alunos prevaricadores.

“Tem de haver algum tipo de sanção, desde a chamada de atenção do aluno até a um confisco do telemóvel em caso de haver muitas reincidências”, defende.

Para Catarina Prado e Castro “a definição das regras é simples. Há escolas que têm meia página com as regras. É avisado uma vez, uma segunda e à terceira ficam sem telemóvel e às vezes são os pais que os têm de lá ir buscar. Os alunos têm de ter consequências se infringirem”.

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