Candidaturas ao Ensino Superior já começaram: Saiba como fazer escolhas mais seguras
21 jul, 2025 - 07:50 • Fátima Casanova , Olímpia Mairos
Os jovens devem fazer escolhas seguras e jogar com as maiores garantias — tanto de probabilidade de entrada como de estarem mais salvaguardados no seu percurso académico.
Escolher o curso superior continua a ser um desafio para muitos jovens. O concurso nacional de acesso ao ensino superior arranca esta segunda-feira e prolonga-se até 4 de agosto. Estão disponíveis mais de 55 mil vagas no regime geral, distribuídas por mais de 4 mil cursos nas instituições públicas de ensino superior, entre universidades e politécnicos.
Num período marcado por grande ansiedade e nervosismo para milhares de estudantes, o especialista em orientação escolar Renato Paiva, em declarações à Renascença, recomenda que os candidatos façam escolhas seguras, tendo em consideração a média do ensino secundário e as notas de entrada dos anos anteriores.
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Segundo este especialista, os jovens devem jogar com as maiores garantias também de probabilidade de entrarem e de estarem mais salvaguardados.
“Isso tem a ver com a sua média de candidatura, ou a sua nota de candidatura, e com tentarem fazer, desde logo, uma antevisão — dentro daquilo que foram os últimos anos em termos de nota de entrada — para terem uma pequena noção e perceberem que, eventualmente, possam fazer escolhas mais acertadas ou mais seguras, consoante, às vezes, a faculdade em si ou, eventualmente, a zona geográfica em si, que lhes dê maior condição de garantia de entrada”, explica.
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Já para os jovens com várias áreas de interesse, o também diretor da Clínica da Educação diz que há variáveis que podem ajudar, desde a taxa de desemprego, até ao que será a carreira profissional.
“As considerações, também, que às vezes pesam nas escolhas dos miúdos, têm a ver com o índice de empregabilidade que os diferentes cursos têm. Porque há miúdos que podem ter maior polivalência de gostos e interesses, em relação às coisas que poderiam fazer, e, se calhar, para eles é quase indiferente escolherem o curso A ou o curso B. Muitas vezes, acabam por ser racionais nas suas escolhas, com base numa antevisão de carreira — seja em termos salariais ou de evolução profissional — que lhes pareça mais salvaguardante ou mais segura”, destaca.
Importante retirar a pressão sobre os alunos
Na visão de Renato Paiva, nesta fase é importante retirar a pressão sobre os alunos porque escolher um curso não significa que seja uma opção para toda a vida.
“É uma escolha de um ano, que, depois, no ano seguinte, eventualmente possa levar ao arrependimento e à mudança. Assim como há escolhas que são estratégicas, do tipo: ‘Eu não tenho média para entrar no curso X, então vou entrar numa área semelhante, na mesma faculdade, e, depois de um ano, tentar pedir equivalências e fazer a transição de curso’”, sublinha.
Nestas declarações à Renascença, o especialista em orientação escolar, lembra que os estudantes ao preencher a candidatura podem escolher seis cursos e salienta que não há uma receita certa para fazer a melhor escolha.
“Entre a decisão emocional e racional, não há uma certa. Portanto, há diferentes ponderações, que dependem dos critérios de cada um e daquilo que são as prioridades de cada um, as quais devem, obviamente, ser tidas em conta, ponderadas e discutidas em família. É importante considerar os prós e contras das diferentes opções, para que, numa candidatura onde só é possível escolher seis hipóteses, se tenha a maior probabilidade de entrar naquelas que têm maior preferência”, assinala.
“E há quem, repare, coloque as seis opções no mesmo curso, mas em diferentes faculdades ou zonas geográficas. Há também quem, eventualmente, não queira sair da sua região e acabe por oscilar entre escolhas possíveis dentro de diferentes áreas que também lhe são interessantes”, acrescenta.
As candidaturas devem ser apresentadas na página oficial da Direção-Geral do Ensino Superior.
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Veja aqui o calendário para 2025/2026:
1.ª fase
- Candidaturas entre 21 de julho e 28 de julho para candidatos emigrantes, lusodescendentes ou com pedido de substituição de provas de ingresso por exames.
- Entre 21 de julho a 4 de agosto para os restantes candidatos.
- Resultados vão ser divulgados a 24 de agosto.
- Matrículas acontecem de 25 a 28 de agosto.
2.ª fase:
- Candidaturas entre 25 de agosto a 3 de setembro.
- Resultados vão ser divulgados a 14 de setembro
- Matrículas acontecem de 15 a 17 de setembro.
3.ª fase:
- Candidaturas entre 23 a 25 de setembro.
- Resultados vão ser divulgados a 1 de outubro.
- Matrículas acontecem de 1 a 3 de outubro.
- Noticiário das 1h
- 17 jun, 2026










