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Cidadania. Diretores de Escolas Públicas pedem continuidade de educação sexual na disciplina

22 jul, 2025 - 08:50 • André Rodrigues , João Malheiro

Filinto Lima reconhece que a questão divide os pais e não está surpreendido com a decisão "mais política" do Governo.

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O presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas pedem a continuidade da educação sexual na disciplina da Cidadania e apela a mais discussão, depois da decisão do Governo em retirar este tipo de conteúdos do ensino escolar.

À Renascença, Filinto Lima diz que é necessário "abordagens de acordo com a faixa etária" e com "especialistas na matéria", como médicos ou outros profissionais a visitar as escolas. É necessário, igualmente, dar mais formação aos professores.

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No entanto, o representante dos diretores de escolas públicas reconhece que a questão divide os pais e não está surpreendido com a decisão "mais política" do Governo.

"Essa temática foi contestada por parte dos pais. Agora, parece-me que a outra parte vai protestar a supressão da igualdade de género. Muitos pais dizem que é uma matéria que deve estar no âmbito escolar e desta disciplina", aponta.

O Governo eliminou temáticas relacionadas com a sexualidade, da disciplina de Cidadania. Ao contrário do que acontecia até agora, a proposta do executivo, que entrou esta segunda-feira em consulta pública, afasta a educação sexual das escolas, assim como a identidade de género.

Para a bastonária da Ordem dos Psicólogos, é um erro e alerta para riscos, como a gravidez precoce, que podem ser prevenidos. À Renascença, Sofia Ramalho lembra que a temática da sexualidade toca dimensões como o respeito pelo outro.

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