Cidadania. Pais pedem clarificação de conceitos e conteúdos da nova disciplina
22 jul, 2025 - 12:44 • Olímpia Mairos , André Rodrigues
A presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) sublinha a importância de diferenciar os contextos em que a sexualidade é abordada nas escolas.
A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) pede uma clarificação sobre os conceitos e conteúdos da nova disciplina de Cidadania.
Em causa está a proposta do Governo para a retirada dos conteúdos sobre educação sexual do programa da disciplina de Cidadania.
Em declarações à Renascença, a presidente da Confap defende uma clarificação de conceitos.
“Quando eu digo 'clarificar conceitos', é exatamente quando falamos em igualdade de géneros. Estamos a falar em igualdade entre pessoas, não estamos a falar de ideologias nem de géneros. Sobre a educação sexual, não estamos a falar de sexo em si; estamos a falar de educação para. Ainda bem que não estamos a falar exclusivamente da disciplina de Ciências, porque, nas Ciências, nós falamos especificamente sobre o corpo. Depois, sobre estas questões de prevenção, etc., nós temos que perceber aqui a saúde integrada com a educação — e por isso é que se fala em educação sexual. Não estamos a falar em sexologia”, explica Mariana Carvalho.
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Na visão da presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), falar sobre educação sexual e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis é essencial. A dirigente destaca a importância de abordar esses temas no contexto escolar, questionando: “De que modo é que nós podemos fazê-lo?”
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Segundo Mariana Carvalho, “é fundamental que estas conversas ocorram nas escolas”, e que haja uma aproximação entre os profissionais de saúde e a comunidade educativa — não para falar de sexo em si ou promover comportamentos, mas sim “para prevenir situações como gravidezes indesejadas, erros e infeções sexualmente transmissíveis”.
“Há muitas coisas que nós podemos falar sem incentivar, digamos, o sexo”, reforça.
A presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) sublinha a importância de diferenciar os contextos em que a sexualidade é abordada nas escolas.
“Quando falamos de Biologia ou de Ciências, nós estamos a falar de anatomia, dos órgãos reprodutores — mas numa vertente biológica e fisiológica”, explica.
Segundo a dirigente, “a vertente da prevenção, num sentido mais holístico”, pertence à área da saúde. Por isso, defende que os profissionais de saúde devem ser integrados nas ações educativas sobre sexualidade, para que o tema seja tratado de forma representativa, informada e pedagógica.
Não se trata de incentivar “ao ato sexual, mas de demonstrar a componente holística do ser humano", frisa.
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