Póvoa de Lanhoso
Professor primário condenado a 17 anos por abusar de 10 alunas
22 jul, 2025 - 12:28 • Isabel Pacheco
Homem foi considerado culpado de abuso sexual de crianças, maus-tratos e pornografia infantil. Fica proibido de exercer funções durante 18 anos que impliquem contacto com menores.
Um professor acusado de abuso sexual de crianças numa escola primária da Póvoa de Lanhoso foi, esta terça-feira, condenado pelo Tribunal de Guimarães a uma pena de 17 anos de prisão.
À saída do tribunal, após a leitura do acórdão, os pais das vítimas, apesar de não quererem prestar declarações aos jornalistas, admitiam estarem “desiludidos”. Esperavam a condenação à pena máxima de 25 anos para o arguido.
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Na leitura do acórdão, a presidente do coletivo de juízes explicou que para a decisão do tribunal pesou o facto de o arguido, professor primário de 51 anos, ter confessado a “maioria dos crimes”, ter-se “mostrado arrependido e pedido perdão às vítimas e suas famílias”, bem como, “ter solicitado apoio psicológico”.
Dos 3.734 crimes de abuso sexual de menores de que estava acusado, o arguido foi absolvido de 3.459 crimes. O tribunal não conseguiu dar como provado o número de vezes que os atos foram praticados. Foi condenado por 275 crimes abuso sexual de menores, mais três de maus-tratos e outros três de pornografia infantil.
O arguido fica ainda proibido de exercer funções durante 18 anos que impliquem contacto com menores. Terá, igualmente, de pagar uma indemnização de 157.500 euros às vítimas
O Ministério Público tinha acusado o professor primário de abusar de 11 alunas, mas o tribunal absolveu-o da prática dos crimes contra uma das vítimas.
Os crimes foram cometidos em contexto de sala de aula, entre março de 2018 e maio de 2024, altura em que o professor foi detido pela Polícia Judiciária após a denúncia de ex-alunas.
As vítimas, 10 crianças entre os sete e os nove anos, eram suas alunas. Com pretexto de explicar a matéria, o professor chamava as vítimas para junto da mesa, sentava-as ao colo e tocava-lhes.
Foi graças ao testemunho “credível, coerente e consistente” das vítimas, bem como,de outros colegas de turma, que o tribunal deu como provados os factos.
As 10 crianças estão a receber acompanhamento psicológico. A todas foi diagnosticada baixa autoestima e stress pós-traumático.
[Notícia atualizada]
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