Técnicos do INEM culpam ministra por morte de utente em Bragança
22 jul, 2025 - 12:50 • Beatriz Lopes , João Malheiro
Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar sublinha que, nove meses depois, tudo continua na mesma.
Os técnicos de emergência pré-hospitalar apontam culpas à ministra da Saúde e ao próprio INEM no caso da morte de um utente, em outubro, em Bragança.
A Inspeção-Geral da Saúde (IGAS) concluiu que o utente que morreu de enfarte podia ter sobrevivido se o socorro do INEM tivesse sido imediato. Um socorro que demorou uma hora e vinte minutos, durante a greve dos técnicos. Contudo, a análise desresponsabiliza os técnicos do INEM.
Ouvido pela Renascença, Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar sublinha que, nove meses depois, tudo continua na mesma.
"Atrasos como este já existiam antes da greve e continuam depois da greve", sublinha, considerando estranho que não tenham sido adotados medidas para corrigir esta situação.
Para o representante sindical, "continuamos exatamente com as mesmas armas que tínhamos antigamente".
Rui Lázaro alerta, ainda, que ocorrem mais atrasos "diariamente" e que uma situação semelhante a esta morte "poderão a ocorrer em breve".
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) diz que o utente, de 86 anos e que morreu de enfarte de miocárdio a 31 de outubro de 2024, durante a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar, tinha uma probabilidade de sobrevivência, embora reduzida.
O utente em causa tinha diversas comorbilidades e antecedentes de patologia cardiovascular significativa.
Greve no INEM
Utente que morreu em Bragança podia ter sobrevivido se socorro fosse imediato
IGAS diz que utente, de 86 anos e que morreu de en(...)
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