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País

Incêndio em Ponte da Barca fere um bombeiro. "Fogo está a progredir de forma intensa e violenta"

27 jul, 2025 - 17:35 • Susana Madureira Martins , Lara Castro , João Pedro Quesado , João Cunha

Três incêndios concentraram as atenções da Proteção Civil este sábado. Autarca de Ponte da Barca afirma que uma casa ardeu e lamentou a falta de meios aéreos num "território de montanha", em pleno Parque Nacional Peneda-Gerês.

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[notícia atualizada às 00h03 de 28 de julho]

Um bombeiro ficou ferido num incêndio rural em Ponte da Barca, onde há relatos de habitações em perigo. O incêndio é um de três que exigiu as atenções da Proteção Civil neste sábado — as chamas em Arcos de Valdevez e Avis também exigiram os esforços dos bombeiros, que já conseguiram dominar as chamas nessas localidades.

Quase 240 operacionais e 80 viaturas estão a combater as chamas em Ponte da Barca, num incêndio no interior do Parque Nacional da Peneda-Gêres. O alerta para as chamas foi dado antes das 22h de sábado, no lugar de Parada, perto da Barragem do Alto Lindoso, que se encontra na fronteira com Espanha.

O combate chegou a ser apoiado por nove meios aéreos durante a tarde. Contudo, desde pouco antes do pôr do sol que estes meios ficaram impedidos de operar devido à falta de luz solar.

Pelo menos um bombeiro ficou ferido durante o combate às chamas, segundo revelou o presidente da autarquia de Ponte da Barca, Augusto Marinho, pouco depois das 18h30, pedindo "meios aéreos" para o "território de montanha".

Mais tarde, depois das 21h, o autarca afirmou que há muita preocupação sobre a evolução das chamas durante a noite.

"Nós temos o efetivo posicionado a proteger as habitações, mas o fogo está a progredir de uma forma intensa e violenta sobre a nossa serra", no que Augusto Marinho disse serem "duas frentes".

O líder da autarquia de Ponte da Barca afirmou que "são necessários meios aéreos para amanhã de manhã, e o reforço de meios humanos para esta noite e para amanhã, para poder ajudar a controlar este fogo que ainda não está controlado".

Durante a tarde, Augusto Marinho fez um apelo para o envio rápido de mais meios aéreos. "Já falei com o senhor secretário de Estado [da Proteção Civil, Rui Rocha], que me deu a informação de que todos os meios aéreos disponíveis estão alocados aqui a este a este fogo. A verdade é que muito honestamente eu não os consigo visualizar. Sinto aqui um helicóptero. Se são estes os meios do país, estamos perdidos", declarou.

Contactado pela Renascença antes das 18h, o Comando Sub-Regional do Alto Minho não deu informações sobre a evolução do incêndio, afirmando não conseguir contactar o posto de comando no terreno.

O comando nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil não tem informações de casas afetados pelas chamas. O comandante Alberto Fernandes, oficial de operações, indicou apenas que em alguns incêndios houve "habitações na linha do incêndio".

Incêndio de menor dimensão em Monção

Em Monção, também na região do Alto Minho, 59 operacionais e 19 viaturas combatem um incêndio que deflagrou às 17h08 deste domingo, na localidade de Pias.

No concelho de Arcos de Valdevez, vizinho de Ponte da Barca, outro incêndio com início ainda durante a noite de sábado (depois das 23h) chegou a ser combatido por 65 bombeiros, apoiados por 13 viaturas. Às 21h30, o incêndio estava em fase de resolução.

Um outro incêndio em Avis, na região do Alto Alentejo, mobilizava, pouco antes das 19h, 170 operacionais, 51 viaturas e seis meios aéreos. O alerta foi dado às 14h31 deste domingo e a ocorrência está em fase de resolução desde antes das 20h.

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