Incêndios: Proteção Civil fala em "fatores explosivos"
31 jul, 2025 - 20:59 • Ricardo Vieira
É necessário reduzir o número de ignições diárias, afirma o comandante nacional da Proteção Civil.
A área ardida aumentou em comparação com o mesmo período do ano passado. Mário Silvestre, comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), recusa falhas, aponta o dedo às condições meteorológicas e orografia difícil do terreno e defende que é necessário reduzir o número de ignições.
"Eu não diria que está a falhar, diria que as condições meteorológicas e a paisagem infelizmente que Portugal ainda apresenta serão sempre difíceis do ponto de vista do combate quando há muitas ocorrências", disse Mário Silvestre, esta quinta-feira, em conferência de imprensa.
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No briefing diário sobre a situação dos incêndios, o comandante nacional considera que existem "fatores explosivos" que potenciam os incêndios em Portugal.
“Ventos fortes, orografia complexa, manchas muito contínuas de floresta são fatores explosivos do ponto de vista dos incêndios. Temos incêndios que após a sua ignição percorrem 4 quilómetros por hora, ardem 250 hectares hora, estamos a falar de cenários extremamente complexos para o dispositivo de combate a incêndios."
Nesta conferência de imprensa, Mário Silvestre defendeu a necessidade de reduzir o número de incêndios.
"Não diria que estamos a falhar, temos que ter uma abordagem de reduzir o número de ignições. É necessário reduzir o número de ignições", declarou. Entre sábado e quarta-feira, 39% dos fogos aconteceram durante a noite.
Pelas 20h40, havia em Portugal seis incêndios considerados significativos pela Proteção Civil. Arouca e Ponte da Barca que envolvem mais de um milhar de bombeiros e em Penafiel viveram-se momentos de sobressalto, com a aldeia de Canelas a ser ameaçada pelas chamas.
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