Incêndios: Ministro visitou Arouca e prometeu “apoios rápidos” até 10 mil euros
01 ago, 2025 - 16:21 • Pedro Mesquita , com redação
“Na próxima semana, já, o Governo vai avaliar a situação e definir os termos do apoio. Não venho para aqui com o livro de cheques na mão para passar um cheque”, disse o ministro Castro Almeida.
Na próxima semana haverá novidades quanto ao apoio a dar às vítimas dos incêndios florestais, garantiu esta sexta-feira o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.
Durante uma visita a Arouca, um dos concelhos mais afetados nos últimos dias pelos fogos florestais, o ministro prometeu rapidez, mas ainda não levou o “livro de cheques”.
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“Na próxima semana, já, o Governo vai avaliar a situação e definir os termos do apoio. Não venho para aqui com o livro de cheques na mão para passar um cheque”, disse Castro Almeida, aos jornalistas.
O ministro da Economia explica que as prioridades são os agricultores, as empresas turísticas e as pessoas com casas afetadas pelos incêndios.
“Posso garantir que para os agricultores haverá apoios rápidos, para as empresas do turismo de habitação haverá um apoio específico a pensar no caso de Arouca e noutros casos que surjam e haverá uma atenção particular às pessoas que tenham as casas afetadas e não podem dormir nas suas casas.”
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Para já ainda não há cheques passados, ainda assim Castro Almeida deixou uma certeza: os apoios mais pequenos vão cair rapidamente na conta dos agricultores afetados pelos incêndios.
“Vamos ter um mecanismo muito ágil de pequenos apoios aos agricultores, na ordem dos cinco, seis mil euros, menos do que dez mil euros com certeza que vão ter apoios rápidos.”
Os valores mais altos vão demorar um pouco mais, porque é preciso fazer prova dos prejuízos e verificar se não existem outros impedimentos, como dívidas à Segurança Social ou às Finanças.
“Quando são valores mais elevados, quem está a gerir o dinheiro público tem que ter o cuidado de gerir como se fosse o seu próprio dinheiro. É preciso fazer a prova sobre as máquinas e os equipamentos que arderam, e isso demora”, afirma Castro Almeida.
Quanto à presidente da Câmara de Arouca, Margarida Belém, aponta para uma fasquia de prejuízos, no seu concelho, a ultrapassar os 10 milhões de euros, “sem falar nas perdas em termos de atividade turística”.
“Fico muito satisfeita, por o senhor ministro dar boas notícias no sentido de procurar medidas simplificadas para compensar de imediato estes pequenos agricultores”, afirmou a autarca de Arouca.
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