Calor
Portugal regista 264 mortes em excesso nos últimos sete dias de julho
01 ago, 2025 - 08:10 • João Malheiro
A maioria registou-se na região Norte e na faixa etária acima dos 75 anos.
Portugal registou muitas mortes em excesso nos últimos sete dias de julho, uma semana marcada por muito calor, com grande parte do país sob aviso amarelo e perigo máximo de incêndio.
De acordo com um comunicado da Direção-Geral da Saúde (DGS), observou-se 264 óbitos a mais face ao previsto, desde 25 de julho. A maioria registou-se na região Norte e na faixa etária acima dos 75 anos.
"À data de [sexta-feira], o índice ÍCARO para Portugal Continental – calculado pelo INSA e que estima o impacto das temperaturas do ar na mortalidade – antecipa um efeito muito significativo da temperatura na mortalidade durante o período de tempo quente, em particular nas regiões Norte, Centro e Alentejo", sublinha a nota.
As temperaturas vão voltar a aumentar a partir de domingo e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera deve ativar o aviso laranja em grande parte do país.
O aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de três, é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo, o menos grave, quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Além disso, acrescenta o IPMA, preveem-se "noites tropicais na generalidade do território", com temperaturas mínimas a variar aproximadamente entre 20 e 25 graus Celsius a partir de segunda-feira.
A DGS antecipa que este calor deve resultar num novo período de excesso de mortalidade nas faixas etárias mais velhas.
"Reforça-se a importância de que toda a população, e em especial os grupos mais vulneráveis - como pessoas com doenças crónicas, pessoas idosas, crianças, grávidas, indivíduos que exercem atividades profissionais ao ar livre, pessoas em situação de sem-abrigo ou em isolamento social – adote as recomendações da DGS", sublinha o comunicado.
[Atualizado às 13h00 com dados da DGS, depois de números inicialmente avançados pelo "Jornal de Notícias"]
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