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INEM. Sindicato avisa que técnicos fazem o "dobro ou triplo" de horas extra relatadas na auditoria

04 ago, 2025 - 12:20 • Carla Fino , João Malheiro

Sindicalista Rui Lázaro diz que estes números "não surpreendem e até ficam aquém" do que é a realidade.

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O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar não está surpreendido com os dados revelados na auditoria da Inspeção-Geral das Finanças feita ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Para que o INEM pudesse funcionar, mais de 1.200 trabalhadores tiveram de trabalhar, em média, mais de 500 horas extraordinárias, entre 2021 e 2024, o que resulta que cada trabalhador prestou entre 77 e 84 dias, consta no novo relatório.

Ouvido pela Renascença, o sindicalista Rui Lázaro diz que estes números "não surpreendem e até ficam aquém" do que é a realidade.

"Sabendo nós que muitos trabalhadores estão de baixa, ou a sua condição familiar não lhes permite fazer horas extraordinárias, isto quer dizer que, factualmente, há trabalhadores que fazem o dobro ou o triplo destes 84 dias", refere.

O Presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar mostra-se,contudo, surpreendido com o número de horas extraordinárias atribuídas a médicos e enfermeiros e critica, por isso, o conselho administrativo do INEM pela "falta de investimento" nos recursos humanos.

"A esmagadora escassez de recursos humanos no INEM é na carreira de técnico, o que provoca, diariamente, ambulâncias encerradas por falta de técnicos", aponta.

Rui Lázaro questiona ainda as falhas registadas no relatório que revela a atribuição de horas extraordinárias a quem não deveria receber, uma situação que podia ser resolvida se o conselho diretivo do INEM tivesse feito alterações.

No final do ano passado, o INEM tinha 1.304 trabalhadores, menos do que o previsto no mapa de pessoal. A função de técnico de emergência pré-hospitalar é a mais carente de recursos humanos.

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