Proteção Civil regista 77 incêndios e 14 feridos ligeiros em menos de 24 horas
04 ago, 2025 - 19:16 • Fábio Monteiro
Proteção Civil registou 77 ocorrências desde a meia-noite, com destaque para 23 ignições durante o período noturno. Quatro incêndios continuam a preocupar as autoridades e há registo de 14 feridos ligeiros.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou esta segunda-feira o estado de prontidão especial para o nível 3, face ao agravamento do risco de incêndio rural provocado pelas condições meteorológicas previstas para os próximos dias.
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Entre as 00h00 e as 17h00 desta segunda-feira foram registadas 77 ocorrências, das quais 23 tiveram início durante o período noturno, sendo o norte do país a região mais afetada, revelou Bruno Borges, Adjunto de Operações da Proteção Civil, num ponto de situação às 19h00.
As situações mais preocupantes localizam-se em Lourido (Celorico de Bascos), Vila Franca (Arcos de Valdevez), Portela (Alto Minho) e Sirarelhos (Vila Real). Estas quatro ocorrências concentram 824 operacionais, 282 veículos e 9 meios aéreos.
Já entre as 17h30 e as 18h00 desta segunda-feira deflagraram oito novas ignições na sub-região do Tâmega e Vale do Sousa, novamente com incidência em Celorico de Bascos.
No total, permanecem 55 ocorrências em fase de resolução ou vigilância, envolvendo 1.349 operacionais, 429 veículos e 3 meios aéreos.
No capítulo da emergência médica, 35 situações foram registadas entre domingo e segunda-feira, das quais 21 foram resolvidas no teatro de operações. Catorze pessoas, entre bombeiros, militares da GNR e elementos da Força Especial de Proteção Civil, necessitaram de cuidados hospitalares, todos considerados feridos ligeiros.
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A situação de alerta decretada pelo Governo mantém em vigor a proibição de permanência em espaços rurais, bem como a utilização de maquinaria agrícola que possa provocar ignições e de fogo de artifício, mesmo com autorizações anteriores.
“É fundamental que estas proibições sejam cumpridas por todos nós, para reduzir o número de ignições”, alertou Bruno Borges, Adjunto de Operações da Proteção Civil.
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