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Governo garante estabilização urgente para evitar derrocadas na Peneda-Gerês

08 ago, 2025 - 17:38 • Lusa

ICNF vão "avançar já" com uma "estabilização de emergência" do território queimado na Peneda-Gerês.

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A Agência Portuguesa do Ambiente e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) vão "avançar já" com uma "estabilização de emergência" do território queimado na Peneda-Gerês, para evitar derrocadas e contaminação da água, revelou esta sexta-feira o Governo.

"É urgentíssimo porque, vindo as chuvas, podemos ter derrocadas e a contaminação da água. Com as chuvas, as linhas de água são atingidas e teremos problemas na captação", alertou o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, em declarações aos jornalistas durante uma visita a vários pontos afetados pelo incêndio que começou a 26 de julho e que foi dominado a 3 de agosto no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), no concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo.

No caso da Peneda-Gerês, o governante disse estarem em causa "dois rios - o rio Homem e o rio Lima - onde há abastecimento de água para consumo humano".

"Em Touvedo [Ponte da Barca], por exemplo, a água serve mais de 200 mil pessoas. No rio Homem, o concelho de Vila Verde [distrito de Braga] tem uma captação de água", observou.

O apoio "resulta de avisos comunitários" e o pagamento previsto é de "100% desse trabalho", acrescentou.

O ICNF revelou na segunda-feira à Lusa que as chamas consumiram 5.786 hectares do PNPG, de acordo com dados provisórios.

O PNPG foi criado em 1971, é gerido pelo ICNF e ocupa uma área de 69.596 hectares e abrange os distritos de Braga (concelho de Terras de Bouro), de Viana do Castelo (concelhos de Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca) e de Vila Real (concelho de Montalegre).

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